Dois pacientes morreram com suspeita de infecção pelo vírus H1N1, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, os dois casos ainda aguardam o resultado dos exames para confirmar as causas das mortes.

A primeira morte foi a de uma mulher, não identificada, que estava com problemas respiratórios e não resistiu. O óbito ocorreu há duas semanas.

O segundo caso de morte suspeita é de um homem, de 32 anos, que teve contato com a mulher durante um congresso religioso, que foi realizado em Luziânia no mês passado.

Segundo a vigilância, o homem começou a passar mal na última segunda-feira (25) e procurou atendimento em um hospital particular. Na ocasião, foi medicado e liberado. No último sábado (30), ele voltou a procurar ajuda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e foi encaminhado para Goiânia. Porém, ele não resistiu a duas paradas cardiorrespiratórias e morreu durante a viagem.

A Vigilância Epidemiológica ressaltou que foram coletados materiais dos dois pacientes para análise e ainda não há previsão de conclusão dos laudos com as causas das mortes.

Segundo o órgão, os parentes dos pacientes que morreram com suspeita de H1N1 foram imunizados contra o vírus e orientados a higienizar suas casas com álcool em gel para evitar possíveis infecções.

Até o momento, apenas um caso de H1N1 foi confirmado na cidade. Se trata de uma gestante, não identificada, que recebeu atendimento médico e já foi liberada. Ela está fora de risco, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Apesar de não ter participado do “Dia D” de vacinação contra o vírus, no sábado, a secretaria ressaltou que as pessoas nos grupos de risco, que são idosos a partir de 60 anos, crianças entre 6 meses e 4 anos e 11 meses, trabalhadores da saúde e do sistema prisional, povos indígenas, gestantes e portadores de doenças crônicas, podem procurar os postos de saúde já esta disponível a partir de segunda-feira (2) para a imunização.

Vacinação
As cidades de Goiânia, Caldas Novas, Senador Canedo, Trindade e Aparecida de Goiânia retomam nesta segunda-feira as campanhas de vacinação contra H1N1. Esses municípios também não aderiram ao “Dia D” e as secretarias de Saúde informaram que isso ocorreu por conta da antecipação do início da campanha e pelo fato de a quantidade de doses não ser suficiente para atingir todo o grupo prioritário.

No Centro de Atendimento Integral à Saúde (Cais) de Campinas, em Goiânia, os pacientes formam filas em busca da imunização desde esta madrugada.  Alguns disseram que chegaram ao local por volta das 4h para garantir os primeiros lugares na fila.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a capital já imunizou 52% dos integrantes do grupo prioritário, o que corresponde a 175 mil pessoas. Conforme o órgão, mais 57 mil doses estão disponíveis em 47 postos de saúde. A lista completa com os endereços está no site da SMS.

Assim, ainda faltam 100 mil doses para atender a todo o grupo prioritário, que é composto por 332 mil pessoas.

H1N1 em Goiás
Treze pessoas morreram por H1N1 em Goiás neste ano, de acordo com dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) no último dia 26. Além desses, outros 72 casos da influenza A foram confirmados.

Goiânia é a cidade com maior número de mortes – quatro no total. Rio Verde, no sudoeste goiano, tem três mortos por H1N1. Em Anápolis, a 55 km da capital, foram registrados dois óbitos.

Já Planaltina de Goiás, Caldas Novas, Ipameri e Ouvidor registraram um óbito cada. No caso de Ouvidor, o paciente morava na cidade, mas morreu em Catalão.

No último dia 12, o secretário de saúde, Leonardo Vilela, confirmou que Goiás vive uma epidemia de H1N1. “Podemos falar que hoje estamos em epidemia de H1N1, pelo aumento dos casos e pelo aumento de óbitos. Eu confirmei essa informação com o Ministério da Saúde e é por isso que antecipamos a vacinação”.