O descanso restaurador que só o sono é capaz de produzir tem sido cada vez mais sacrificado pelos brasileiros. Motivados por obrigações sociais e pressionados a dar conta de todas as tarefas diárias, eles estão indo para a cama cada vez mais tarde e dormindo cada vez menos.

A enfermeira Lívia Dutra, 32, por exemplo, conta que só consegue descansar depois que o filho Edu, 2, dorme. E isso geralmente acontece após às duas da madrugada. Como durante o dia não dá para fazer tudo, Lívia conta que já trocou as horas de sono para arrumar a casa, fazer as unhas e adiantar o almoço do dia seguinte. Com isso, Lívia acaba dormindo cerca de seis horas. “Acho que 24 horas é muito pouco!”, afirma.

Esse padrão de sono cada vez mais espremido entre os afazeres foi identificado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.