Desde o começo do mês os postos de gasolina em Belo Horizonte estão proibidos de preencher os tanques de combustível após o travamento da bomba. Essa medida foi tomada como forma de preservar a saúde dos frentistas, que fica comprometida com a exposição ao benzeno. A substância pode causar cegueira, câncer e impotência sexual em quem se expõe a ela.

Encher o tanque “até a boca”, no entanto, além de ser péssimo para o frentista, é ruim para o carro. “O exagero no abastecimento pode comprometer o sistema antipoluição ligado ao sistema evaporativo do combustível, conhecido como ‘cânister’. O ideal é parar o abastecimento no momento em que a bomba de combustível do posto encerra o enchimento”, diz o representante da Comunicação Corporativa e Motorsport da Fiat Chrysler Automobiles, Ricardo Dilser.

Pequenos hábitos aos quais o motorista não se atenta no dia a dia podem afetar de forma negativa o veículo em longo prazo. Superar o limite máximo do tanque de óleo, por exemplo, também tem efeitos negativos. “O excesso de óleo pode causar prejuízos à lubrificação do motor, elevação da temperatura do motor e aumento da emissão de gases”, afirma Dilser.

O mesmo limite deve ser respeitado ao se completar a água ou o fluido de arrefecimento do automóvel. “Atender as orientações de limites máximos e mínimos dos reservatórios é imprescindível para o bom funcionamento do veículo. O melhor mesmo, em caso de dúvida, é acionar uma concessionária autorizada ou recorrer ao manual do proprietário”, completa Dilser.

É supercomum o motorista rodar de carro por um tempo, depois parar no posto de combustíveis para calibrar os pneus. Um erro. “O pneu deve sempre ser calibrado quando está frio, para que a medição da pressão do ar seja feita da forma correta”, é o que diz Cadu Tupy, assessor responsável pela comunicação da Pirelli. “A direção feita de forma agressiva pelo motorista afeta diretamente a vida útil dos pneus, já que causa maior desgaste. Por isso, é importante dirigir de forma ponderada dentro dos limites de velocidade das vias”, completa.

Outro equívoco muito cometido na rotina dos motoristas é andar com o veículo desalinhado. A prática, se ocorre continuamente, pode causar desgaste interno dos pneus. “O alinhamento do carro deve ser verificado a cada seis meses”, indica Ricardo Dilser.

A aparência do carro é, também, uma das principais prejudicadas com os pequenos deslizes do dono, que vão se acumulando no longo prazo. “Fezes de pássaro, secreção de insetos, seiva de árvore, riscos mecânicos e materiais químicos sobre a pintura (resíduos industriais e chuva ácida, por exemplo), se não forem evitados ou resolvidos rapidamente, podem trazer danos irreversíveis à pintura do carro”, diz Dilser.