A 5ª edição da Femec encerrou as atividades nesta sexta-feira (01), com movimentação de negócios em torno de R$ 196 milhões. O número é 30% inferior ao registrado em 2015, quando foram movimentados cerca de R$ 280 milhões na cidade. Já a presença de produtores rurais e empresários do agronegócio, impulsionada pela Expoinel e da Exposição do Cavalo Mangalarga Marchador, foi superior este ano.

Em quatro dias, a feira recebeu mais de 40 mil visitantes. A Prefeitura de Uberlândia foi parceira no evento e levou para a feira seminários e cursos voltados para a piscicultura e horticultura.

Outra novidade foi o espaço do agro orgânico com apresentação de produtos e técnicas de cultivo de alimentos sem o uso de agrotóxicos.Já a Fundação de Excelência Rural de Uberlândia (Ferub) promoveu degustação de sucos naturais e distribuição de mudas de espécies do cerrado e frutíferas.

Conforme avaliação dos organizadores do evento, a instabilidade política do país levou compradores a atitudes mais conservadores com relação a investimentos nesta edição. A crise hídrica enfrentada na região nos últimos dois anos também foi considerada já que comprometeu produtores rurais com dívidas que ainda devem ser saldadas este ano.

Na avaliação do presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Soares Fonseca, a Femec chega ao final da 5ª edição deixando um sentimento de missão cumprida. “Mesmo com a queda de movimento nos negócios, estamos muito felizes.

Apesar do cenário econômico externo ser preocupante, percebemos uma evolução importante para a feira”, afirmou. “Fizemos muitos avanços em termos de organização, limpeza e segurança e a ausência da chuva neste ano no período do evento, possibilitou casa cheia todos os dias”, disse o presidente.

Além das vendas realizadas na feira, Fonseca acredita ainda em definições de outros negócios no período pós evento. “A Femec é um momento oportuno, pois os produtores vem buscar novas tecnologias e novos produtos”, disse.

“Esta é a função da feira, alertar o produtor rural quanto às novas oportunidades de negócios no mercado de máquinas e equipamentos, e por essa razão a Femec se consagra como o melhor momento para realização de investimentos”, concluiu.O coordenador da feira, João Carlos Semenzini, ressalta que a Femec se solidifica e conquista a credibilidade do produtor rural a cada edição.

Ele revela que a organização este ano trabalhou ainda mais para divulgar a feira e trazer o produtor rural até o parque de exposições. Para o coordenador, a Femec é uma importante ferramenta para o produtor que gosta de se planejar para fazer boas compra.

“Ao chegar na Femec, o produtor pode visualizar o que há de melhor no mercado de máquinas, implementos, sementes, defensivos, veículos utilitários, caminhões, bovinos e equinos, e tem a chance de comprar esses produtos como se compra em qualquer outra feira do país, com preços menores e condições de financiamentos”, afirmou.Para Roberto Simões, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), que sempre foi um incentivador do Sindicato para a realização da Femec desde sua primeira edição, a feira é o que faltava para Uberlândia, principalmente por sua posição geográfica.

“Este é o elo que faltava ao nosso estado nesse aspecto de feira de máquinas para a agricultura”, disse. “A Femec é fundamental para a região produtora do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas”, concluiu Simões.

O secretário de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Cruz Reis Filho, visitou a Femec na sexta-feira e afirmou que a feira é um motivo de orgulho para o Estado pois preencheu a lacuna que existia pela falta de uma feira de negócios de máquinas agrícolas. “Essa feira facilita para o produtor incorporar tecnologia, pois tem acesso direto aos fornecedores de máquinas e implementos e com isso consegue ter mais produtividade, ser mais competitivo e ajudar o Estado de Minas a superar esse momento de dificuldade financeira”, disse o secretário.

CapacitaçãoNo segmento de capacitação da 5ª edição da Femec, 2.347 pessoas, entre produtores rurais, técnicos, estudantes e donas de casa, participaram de seminários, palestras, cursos, oficinas e clínicas tecnológicas, em um total de 79 eventos.

“Este ano houve um grande avanço, principalmente em relação à organização deste setor, que contou com a valiosa participação de alunos do IFTM, na recepção, certificação e apoio geral aos palestrantes e às pessoas que assistiram palestras ou fizeram cursos. Foi possível também unir a parte didática no Seminário de Bovinos de Corte com a prática, já que este ano, pela primeira vez tivemos uma etapa da Expoinel dentro da feira”, declarou Carina Ubirajara Faria, professora de melhoramento Genético da UFU.

Secom
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Fonte: Gazeta de Uberlândia