Nesta quinta-feira (18/8), Martine Grael e Kahena Kunze fizeram uma prova bem dura. Única esperança de medalha na vela, a dupla venceu as adversárias e garantiu a quarta medalha de ouro para o Brasil.

As espanholas tiveram problemas na largada e ficaram um pouco para trás. Brasil largou bem, em 3º lugar, à frente da Dinamarca, Nova Zelândia e Espanha. Em seguida, a dupla conseguiu a liderança.

Ainda no início da prova, após a primeira boia, a Itália está na primeira posição, a Nova Zelândia em segundo e o Brasil em terceiro, com a Dinamarca em 4º e a Espanha em 8º. Após a segunda boia, a Itália liderou, com a Nova Zelândia a cinco segundos. O Brasil chegou a ficar em 6º. Depois da terceira boia, faltando duas para o fim, a Nova Zelândia estava com o ouro, com o 2º lugar na prova. O Brasil estava em 3º e garantia a prata, a 13 segundos das rivais.Quem liderava a regata eram as italianas, que não tinham chances de medalhas.

Na quarta boia ultrapassada, a Nova Zelândia estava em 2º lugar, mas o Brasil se aproximava, com apenas 6 segundos atrás, em 3º. Na quinta boia, o Brasil já estava na liderança, garantindo o ouro.

Com 46 pontos, os barcos de Brasil, Espanha e Dinamarca lideravam, com a Nova Zelândia logo atrás com 47 pontos para iniciar a “Medal Race”, último regata. Apenas esses quatro países tinham chances de medalhas.

Elas disputaram a regata pela primeira vez nesta campanha, na raia Pão de Açúcar, conhecida por ventos mais instáveis por causa da proximidade da montanha. O local foi escolhido pela organização por causa das dificuldades técnicas, mas também pela proximidade do público, que pode acompanhar os barcos da praia do Flamengo. Nos últimos dias, regatas de medalha foram adiadas por falta de vento.

As brasileiras venceram o Campeonato Mundial da Federação Internacional de Vela em 2014 e foram vices no Campeonato Mundial da categoria em 2015. Durante as 12 regatas, Martine e Kahena ganharam duas, foram vice três vezes e ficaram duas vezes na terceira posição. Depois terminaram em 6º, 7º, 9º e 10º. Uma décima primeira posição foi descartada.

Sobre as atletas
Aos 25 anos, Martine Grael e Kahena Kunze têm o peso do ouro em suas costas. Era delas a única chance de medalha brasileira na vela nos Jogos Olímpicos do Rio. Nesta quinta-feira (18/8), as duas vão para a medal race para uma disputa acirrada contra espanholas, dinamarquesas e neozelandesas.

Sobrenome vencedor elas já têm. Martine é filha do coordenador técnico da equipe brasileira, Torben, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, uma prata e dois bronzes); e sobrinha de Lars, (dois bronzes olímpicos, hexacampeão brasileiro na Star e campeão mundial da classe em 2015). Kahena também conhece o mar desde menina – o pai dela, Claudio Kunze, foi campeão mundial júnior da classe Pinguim.

Elas toparam o desafio de aprender a velejar juntas na 49er FX, classe que debuta nesta edição dos Jogos, com um barco leve e veloz. Enquanto a proeira Kahena doma as velas, Martine as guia, no timão.

Agência Estado