Aos 85 anos, morreu o ex-governador de Minas Gerais, Hélio Garcia, na manhã desta segunda-feira (6). Ele foi internado no Hospital da Unimed – unidade Contorno, em Belo Horizonte, no dia 28 de maio de 2016, com quadro de pneumonia comunitária grave, e faleceu nesta manhã, em decorrência de insuficiência respiratória, de acordo com a assessoria do hospital.

O velório do ex-governador ocorrerá no Cemitério e Crematório Parque da Colina, nesta segunda-feira, a partir das 14h. A cerimônia de cremação está prevista para as 17h.

O governador Fernando Pimentel (PT) lamentou a morte, por meio de nota:

“Foi com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento do ex-governador Hélio Garcia. Homem público com uma trajetória de inestimáveis serviços prestados ao Estado e ao país, Hélio Garcia era uma das mais importantes referências da política mineira. Minas perde uma liderança que sempre se pautou pela sensatez, serenidade e espírito democrático.

Aos familiares, manifesto minha sincera e afetuosa solidariedade neste momento.”

O senador Aécio Neves elogiou a atuação de Garcia em Minas. “O ex-governador Hélio Garcia foi um dos homens públicos mais marcantes de sua época. Impressionava a todos pela sua habilidade política e capacidade de estratégia e conciliação. Foi ator importante no processo de redemocratização do Brasil, como vice de Tancredo no governo de Minas. Seu nome está para sempre inscrito na história dos mineiros.”

O senador e ex-governador mineiro, Antonio Anastasia (PSDB-MG), escreveu em seu Twitter: “Muito triste com a morte do ex-governador e amigo Hélio Garcia. Mais que um grande político, foi um grande homem e uma inspiração para mim. Hélio Garcia tinha um olhar especial sobre a política e um coração enorme. Fará falta a todos nós sua presença.”

Anastasia assumiu em 1991 a função de secretário-adjunto de Planejamento e Coordenação Geral do Governo Hélio Garcia.

O PMDB enviou uma nota, assinada pelo presidente do diretório estadual, Antônio Andrade:

“O PMDB de Minas Gerais recebeu, com extremo pesar, a notícia do falecimento do ex-governador de Minas Gerais, Hélio Garcia.

Grande estadista, Hélio Garcia contribuiu ativamente para o desenvolvimento do Estado. Com sua forma serena e eficiente de fazer política, honrou o PMDB durante todo o período em que integrou os quadros do partido. Sempre equilibrado e seguro, foi exemplo de homem público para aqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar sua trajetória, em cada função que exerceu.

Em nome do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, manifesto minha gratidão, respeito e sentimentos à família.”

O deputado federal Carlos Melles (DEM-MG), disse que “hoje, Minas perdeu não apenas um grande político, um grande líder”.

O deputado estadual Iran Barbosa (PMDB) disse: “Que triste saber que acabou de falecer um dos maiores ídolos políticos meus. Vai com Deus Helio Garcia! Fez muito por Minas.”

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, também lamentou a morte de Garcia, por meio de nota. “Hélio Garcia nos deixa a lição de um grande homem público. Discreto, porém realizador, exímio articulador, que deu a sua contribuição em momentos decisivos da história recente de nossa cidade, nosso estado e, em especial, no processo de redemocratização do país”.

Histórico

Hélio de Carvalho Garcia nasceu em Santo Antônio do Amparo (MG) em 16 de março de 1931.

Ele se formou em direito pela UFMG em 1957 e, aos 32 anos, elegeu-se deputado estadual. Mais tarde, foi deputado federal (1967-1971), vice-governador na chapa de Tancredo Neves (1983-1988), prefeito de Belo Horizonte (1983-1984) e governador em dois mandatos: de 1984 a 1987 e de 1991 a 1994.

Em 1998, Garcia tentou uma vaga no Senado, mas desistiu no início da campanha e abandonou a carreira política.

Além de política, Hélio Garcia era fazendeiro: refugiou-se várias vezes, entre um mandato e outro, em sua propriedade em Santo Antônio do Amparo, a fazenda Santa Clara.

A partir de 2004, Garcia começou a apresentar problemas de saúde, como má circulação que ocasionava dores nas pernas e dificuldades de locomoção, inflamação dos pulmões e lapsos de consciência. Esses e outros problemas se agravaram nos últimos anos. Ele morreu nesta segunda-feira, 6 de junho, no Hospital da Unimed.

Fernanda Veiga/OTempo