Morreu na madrugada desta segunda-feira (04), o ex-governador do estado de Minas Gerais, Rondon Pacheco, aos 96 anos. Após 18 dias internado para tratamento de uma pneumonia grave no Hospital Uberlândia Medical Center (UMC) o ex-governador de Minas Gerais Rondon Pacheco recebeu alta no dia 29 de junho. O falecimento aconteceu em seu apartamento no centro da cidade.

O uberlandense nasceu no ano de 1919 e é filho de Raulino Cota Pacheco e Nicolina dos Santos Pacheco. Iniciou o curso de Direito na terra natal e, em seguida, foi para a capital Belo Horizonte onde concluiu os estudos, advogou e iniciou a carreira pública.

A vida política começou em 1947 ao ser eleito para a Constituinte Estadual daquele ano. Anos depois, se aliou a movimentos conservadores que apoiaram a destituição do presidente João Goulart e fez parte do alto escalão do regime militar como chefe do Gabinete Civil. Em 1968, esteve na aprovação do AI-5 e é um dos únicos políticos que instituíram o Ato Institucional ainda vivos.

Como deputado federal, trabalhou em prol do desenvolvimento econômico da região do Triângulo Mineiro e, em especial, da terra natal. Também foi governador de Minas Gerais e entre as principais ações do seu governo estão a instalação da Fiat no Brasil; a criação da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Turismo e do Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC); e a construção da Central de Abastecimento (Ceasa-MG).

Seu corpo será velado na Câmara Municipal na Av. João Naves de Ávila, 1617 – Santa Mônica.