Aos 75 anos, Divina Martins Diniz vai duas vezes por semana ao Centro Municipal de Atenção ao Diabetes (CMAD), que foi reinaurugado na semana passada e intregue pela Prefeitura de Uberlândia. O tratamento de drenagem com a fisioterapeuta é o que permite o equilíbrio na vida de muitas pessoas, como da aposentada Divina, que descobriu o diabetes há 20 anos. “Éramos saudáveis e não procurávamos médico.

Quando senti uma fraqueza, fiz uma consulta e descobri que era diabética. Hoje o meu tratamento é com fisioterapia e medicamentos”, conta a paciente.

O novo espaço ganhou elogios de Divina que há cerca de um ano realiza o tratamento no CMAD. “Ficou mais bonito e ventila mais.

Antes era mais quente. Agora está bem mais confortável”, compara.

Após sete meses de reforma, a unidade especializada que fica no bairro Patrimônio reiniciou nesta semana as atividades. Durante o período de obras, os 35 integrantes da equipe multiprofissional (médico, nutricionista, psicólogo, assistente social, enfermeiro, técnico em enfermagem, fisioterapeuta, farmacêutico) foram divididos em três locais para evitar a interrupção do atendimento.

Agora, estão todos de volta e preparados para o aumento da demanda local, que chega a três mil mensais.Por ser um centro onde os pacientes são referenciados, o encaminhamento é feito pela rede de abrangência.

Ou seja, ao chegar em uma unidade básica de saúde (UBS) ou de atendimento integrado (UAI), o paciente é avaliado e, se enquadrar nas situações de diabetes tipo I, gestacional e tipo 2 com lesões, é direcionado ao CMAD.O atendimento no centro tem se destacado no tratamento do pé diabético.

A expressão é usada por pacientes e profissionais que lidam diariamente com o tratamento de diabetes. A doença tem um sintoma comum que é a neuropatia, um transtorno neurológico que afeta a sensibilidade dos pés do enfermo.

Logo, é corriqueiro haver lesões que não são sentidas no dia-a-dia que se transformam em feridas e precisam de tratamento para não infeccionar. Em muitos casos a amputação é necessária para evitar problemas maiores.

Esse é o caso de Paulo Roberto de Oliveira, que aos 38 já teve três amputações. São cinco anos de tratamento desde que foi encaminhado ao CMAD pela UBS do bairro Canaã.

“Faço um tratamento de curativo e consulto com os médicos. Não tenho do que reclamar, pois tenho sido sempre bem tratado e vi uma evolução na minha condição”, comenta.

Aberto de segunda a sexta-feira das 7h às 19h, o Centro Municipal de Atenção ao Diabético também conta com uma farmácia específica. Dentre os três mil pacientes, pelo menos um terço está cadastrado para pegar medicamentos no local.

Embora o número seja alto, o universo de pacientes diabéticos em Uberlândia é ainda maior, contando tanto a rede pública quanto a privada. Dados apontam que dentre os 650 mil habitantes, existem registrados 2.

200 diabéticos do tipo 1 e outros sete mil que se enquadram no tipo 2.Após a reforma da unidade que vai permitir acolher uma demanda maior, a coordenadora do CMAD, Leila Maria de Oliveira, garante que o centro será destaque no atendimento ao diabético.

“Tenho certeza que a unidade será referência nacional. Estamos investindo na própria equipe.

Conseguimos capacitação gratuita de podologia para os técnicos e enfermeiros. Mas o essencial é a humanização da equipe com o paciente, pois esse elemento é a nossa porta de entrada”, afirma.

Números (média mensal)Pacientes – 3.000Curativos – 1.

000Avaliações – 200Consultas – 480Drenagens e avaliações fisioterapêuticas – 200Secom
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Fonte: Gazeta de Uberlândia