Um total de 70 pessoas morreram em Minas Gerais do início de 2016 até essa quinta-feira (28), em consequência da gripe influenza A (H1N1), sendo 24 óbitos a mais que o registrado na Bolívia em função do vírus.

Junto ao boletim boliviano divulgado nessa quarta (27), as autoridades do país sul-americano alegaram que trabalham na prevenção, visando a educação e a informação, como por exemplo a lavagem das mãos.

Já em Minas, para tentar prever possíveis epidemias, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) alega estar realizando um estudo epidemiológico da frequência de casos e óbitos relacionados a influenza.

Além dos casos de mortes por H1N1, outras 40 pessoas morreram devido a complicações por influenza A não subtipado. Além desses casos, os dados mostram que três pessoas morreram por complicações com Influenza B.

As cidades de Campo Belo, no Centro-Oeste de Minas, e Contagem, na região metropolitana, registraram cinco mortes relacionadas a Influenza A H1N1. Já Belo Horizonte, aparece no balanço com dois registros no ano.

Somando os óbitos causados por  H1N1 e por outros tipos de vírus relacionados a influenza, o Estado registrou, só neste ano, 116 mortes.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, em sua maioria, os casos de gripe são leves e se resolvem espontaneamente sem sequelas ou complicações. Porém, a pasta alega que em grupos mais vulneráveis, por exemplo, como em idosos com idades acima de 65 anos, os casos podem se complicar e gerar outras doenças graves.

A SES-MG ainda explicou que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza é de notificação compulsória em Minas.

Ao todo, Minas Gerais registrou, só neste ano, 385 casos de SRAG, sendo 360 causados por H1N1.

 OTEMPO/CAMILA KIFER