É bem normal conhecer pessoas que não perdem uma oportunidade de ir ao médico e fazer um checkup completo – e isso é muito bom. Porém, sempre existe o outro lado: aqueles que fogem de um consultório.

Pode parecer bizarro – e realmente é –, mas uma mulher de 50 anos, da Carolina do Norte, Estados Unidos, passou três meses fazendo xixi com larvas antes de pedir ajuda médica.

Os responsáveis pelo caso relataram que a paciente se queixou de dor ao urinar e que, assim que o resultado do seu exame ficou pronto, eles puderam constatar larvas com 0,5 centímetro de comprimento – ou seja, visíveis a olho nu!

Larvas encontradas nos exames

Testes revelaram que as larvas não eram vermes, mas pertenciam a espécie Diptera, da ordem dos insetos, da qual fazem parte moscas e mosquitos.

A mulher foi diagnosticada com miíase, que é uma doença gerada pela infestação de larvas de mosca em um tecido animal. No caso dela, o inseto havia depositado os ovos no aparelho urinário e ela pode ter pego a doença ao beber água contaminada.

Essa patologia é mais comum em países ainda em desenvolvimento e com problemas nas redes de saneamento básico. A mulher explicou aos médicos que havia se mudado do México, onde a doença é comum, e que, para piorar o quadro, ela sofria de diabetes, o que deixou o seu sistema imunológico comprometido.

Como já explicamos anteriormente, a miíase envolve a infestação através de larvas de mosca. Ela pode ser primária – quando os ovos são colocados sobre a pele sadia e as larvas invadem os tecidos, causando berne –, ou secundária – quando a mosca coloca os ovos em feridas já abertas, gerando problemas como a bicheira.

No primeiro caso, os sintomas envolvem lesões nodulares avermelhadas e com um orifício central, por onde sai uma secreção amarelada. O acometido poderá sentir dores semelhantes às de uma ferroada e coceira.

O segundo caso é mais grave e as larvas vão se alimentar do tecido vivo, podendo comer pele, músculos e tendões, deixando só os ossos.

O tratamento da miíase consiste na retirada manual das larvas e/ou na administração de medicamentos que matem o invasor.