Quando o assunto são os efeitos que os alimentos têm sobre nós, quase sempre pensamos apenas em como eles afetam o nosso peso. Entretanto, além de poder nos fazer mais gordinhos, tudo o que consumimos têm influencia direta sobre o funcionamento do nosso cérebro também — e pode interferir no nosso humor, sono, memória etc.

Para explicar melhor como os alimentos que ingerimos podem influenciar as nossas mentes, o pessoal do TED preparou a animação superinformativa que você pode conferir abaixo — e que traz uma porção de dados interessantes e recentes sobre o tema. Veja:

Comida na cabeça

Como você acabou de ver na animação acima, embora o cérebro humano seja composto por pequenas quantidades de glicose, proteínas, aminoácidos e micronutrientes, a maior parte dele é composta por lipídeos — ou seja, por gordura. Todos esses elementos estão ali graças aos alimentos que consumimos, e cada um exerce funções específicas no funcionamento, desenvolvimento, disposição e energia do órgão.

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Sendo assim, para garantir que o cérebro se mantenha saudável, o ideal é que a nossa dieta seja rica em alimentos ricos em ômega 3 e ômega 6, ácidos graxos que podem ser encontrados em frutos secos, sementes e peixes “gordos”, como é o caso do salmão, atum fresco e sardinha. Os ácidos graxos são extremamente importantes, já que ajudam a criar e manter novas membranas celulares e atuam na prevenção de doenças degenerativas.

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Entretanto, apesar de os ácidos graxos serem gorduras boas para o funcionamento do cérebro, o alto consumo de comidas ricas em gorduras saturadas e trans — como frituras e alimentos processados — pode ser prejudicial para a saúde do órgão. Já as proteínas e os aminoácidos, que são a base para o crescimento e desenvolvimento, tem a capacidade de afetar a forma como nos sentimos e nos comportamos.

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Isso ocorre porque os aminoácidos contêm os percursores dos neurotransmissores, que são substâncias responsáveis pela troca de informações entre as células nervosas. Sendo assim, eles podem interferir no nosso sono, atenção, humor e peso, e é por conta deles que muitas vezes sentimos aquele soninho depois de saborear uma bela macarronada — ou alertas após uma refeição rica em proteínas.

Equilíbrio

De acordo com a animação, uma dieta rica e variada é fundamental para manter tanto o equilíbrio dos “mensageiros” cerebrais como o do nosso humor. Assim, os antioxidantes presentes em frutas e verduras podem ajudar o cérebro a combater os radicais livres que danificam os neurônios, permitindo, desta maneira, que ele se mantenha saudável e trabalhando direitinho por mais tempo.

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Além disso, enquanto minerais como o ferro, o cobre, o zinco e o sódio ajudam no desenvolvimento cerebral e cognitivo, a presença do ácido fólico e de vitaminas como a B6 e B12 evita o declínio mental e o surgimento de doenças cerebrais. Entretanto, para que o cérebro possa sintetizar e usar esses nutrientes todos, ele precisa de muita energia.

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Aliás, você sabia que, apesar de esse órgão representar apenas 2% do nosso peso corporal, ele consome mais de 20% dos nossos recursos energéticos? Boa parte dessa energia toda é obtida através do consumo de carboidratos, que o nosso organismo transforma em glicose — ou no açúcar presente no sangue —, e a deficiência dessa substância pode afetar o funcionamento dos lobos frontais e, assim, as funções metais.

Altibaixos

O interessante é que os rótulos dos alimentos muitas vezes apresentam o conteúdo de carboidrato como sendo um único componente. Entretanto, ele se apresenta de três formas diferentes — amido, açúcar e fibras —, e elas estão presentem em proporções variadas nas comidas que ingerimos.

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Ademais, cada classe de carboidrato afeta o cérebro de uma forma específica. Os alimentos com alto índice glicêmico, como é o caso do pão branco, por exemplo, provocam uma rápida liberação de glicose no sangue, e uma queda ligeira também. O problema é que quando o nível de glicose cai no organismo, a nossa atenção e o nosso humor caem junto.

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Já alimentos como leguminosas, cereais e grãos liberam o açúcar mais lentamente no organismo, fazendo com que os nossos níveis de glicose — humor e atenção — se mantenham estáveis por mais tempo. Assim, em vista disso tudo que a animação expôs, fica claro que tudo o que colocamos na boca não só afeta a circunferência das nossas barrigas e quadris, como tem efeito direto e duradouro sobre o cérebro, o centro de comando do nosso corpo!