Martim (Lee Taylor) em cena de “Velho Chico”(Foto: Globo/Paulo Belote)Martim (Lee Taylor) vai conseguir escapar da morte em “Velho Chico”, novela das nove da Globo. Em outra cena, o fotojornalista irá revelar uma trauma do passado que o atormenta.
Afrânio (Antonio Fagundes) perdeu o controle quando viu Martim de volta em sua casa.

Na primeira troca de palavras entre pai e filho, o coronel surtou quando o caçula o chamou de “assassino”. Com a arma apontada para o rapaz, ele atira, assustando o fotógrafo e Iolanda (Christiane Torloni).

Desesperada, a cantora afirma que o marido está maluco, mas ele não quer saber de conversa e avisa: “Isso é entre eu ele! E olhe pra mim quando eu falar com você, seu maldito! Você olhe pra mim. Que o próximo tiro tem destino certo”, grita o Saruê.

Ao se deparar com aquela cena, Maria Tereza (Camila Pitanga) ordena que Afrânio se contenha, já que Martim é seu filho, mas o coronel é categórico: “Meu filho nasceu morto. Nasceu pra matá sua mãe e acabá com minha família”.

O rapaz, porém, não aguenta ouvir as palavras do pai e o desafia: “Então termine comigo, coronel. Me mate, anda! Acabe comigo, que é o que o senhor quis fazer desde o dia que eu nasci”.

Tereza defende o irmão (Foto: Inácio Moraes/Gshow)Ainda na tentativa de conter os ânimos, Tereza fica ao lado do irmão e diz: “Se o senhor quiser atirar, vai atirar primeiro em mim! Porque eu também fui responsável pela morte de mainha. Tanto quanto Martim”.

Afrânio só cede quando Encarnação (Selma Egrei) chega e o ameaça: “Você manda dessa porta pra fora, mas a cumiêra dessa casa e dessa família ainda sô eu! E, enquanto eu fô viva, é assim que vai ser! E ai de quem levantá um dedo que seja contra um dos meus. Seja quem for… Eu mato”.

Trauma do passadoEm outra cena, durante uma conversa com Cícero (Marcos Palmeira), Martim acaba lembrando de um trauma de seu passado. O fotojornalista recorda da miséria que viu na periferia de Darfur, uma região do oeste do Sudão, enquanto trabalhou por lá.

Puxando pela memória, o filho de Afrânio (Antonio Fagundes) relembra o momento em que viu um menino que atravessou o fogo cruzado da guerra em busca de um cantil de água. Ele recorda que chegou a registrar a cena com sua câmera fotográfica, mas não conseguiu fazer nada para socorrê-lo.

Depois da recordação, o jovem ressalta a culpa que sente pelo que presenciou de “mãos atadas”. “Eu sei muito bem o peso que uma vida e uma morte tem nas costas do responsável!”, diz o herdeiro dos de Sá Ribeiro ao jagunço.

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Fonte: TV Foco