Christiana Ubach (Joana), a protagonista de “A Garota da Moto”(Foto: Reprodução/SBT)Primeira série do SBT que reúne ação e suspense, e nova aposta da dramaturgia da emissora, “A Garota da Moto”, que estreou nesta quarta-feira (13), tem uma boa história, mas foi mal executada.
Na estreia, a série produzida pelo SBT em parceria com a Fox Life e a produtora Mixer, mostrou que tem uma trama principal envolvente: a jovem Joana (Chris Ubach) foge do Rio de Janeiro levando o filho, Nico (Enzo Barone), após sofrer atentado a mando de Bernarda (Daniela Escobar), viúva de Duda, com quem Joana teve um relacionamento e um filho. A vilã psicopata quer acabar com a vida da mocinha e do herdeiro que pode levar parte de sua fortuna.

Após a fuga, já na cidade de São Paulo, Joana vive na casa do pai e trabalha como motogirl pelas ruas e avenidas da metrópole.
O núcleo central, com melodrama e ação, é bom.

Aliás, é a única parte que vale a pena assistir. O restante, como o bar do pai de Joana, Reinaldo (Murilo Grossi), por exemplo, é sofrível.

História paralela boba e interpretações fracas, assim como a do ricaço Duda, que morreu numa cena não tão convincente.
Daniela Escobar (Bernarda), a vilã de “A Garota da Moto”(Foto: Reprodução/SBT)Outro erro de “A Garota da Moto” é a má produção e execução, além do desperdício da história inicial – que poderia ser mais aproveitada.

Isso sem contar com os personagens entrando em meio aos acontecimentos para explicar a trama – que coisa chata. Inicialmente, a série vale somente pelo núcleo principal, a protagonista e vilã.

Daqui pra frente, quem sabe, com a entrada de outros personagens, melhore um pouco.
Um fator louvável de “A Garota da Moto” é o investimento do SBT em produtos próprios na dramaturgia, saindo da linha infantil e do comodismo de investir em novas atrações.

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Fonte: TV Foco