Zezé Motta (Foto Divulgação)No ar atualmente como a Tia Joaquina de “Escrava Mãe”, Zezé Motta lembrou em entrevista ao jornal Extra do período em que esteve em evidência por interpretar Xica da Silva, no filme homônimo, lançado há 40 anos.
A atriz conta que o personagem fez com que os homens tivessem fantasias sexuais com ela e isso algumas vezes terminou em assédio.
“Tive que fazer análise, porque Xica ficou no imaginário masculino de um jeito que todo mundo cismou de querer transar comigo.

Eu escutava: ‘Ah, fui no banheiro em sua homenagem’. As pessoas tinham uma expectativa de que eu ia dar um show na cama, eu me sentia no dever de ser maravilhosa e esquecia o meu próprio prazer.

Teve um cara que me disse lá na hora que o sonho dele era transar com Xica. Depois de um tempinho de tumulto, eu me casei, mas me certifiquei de que ele estava se casando comigo e não com ela”, recorda a atriz.

Zezé, que será tema do enredo da escola de samba carioca Acadêmicos do Sossego no carnaval 2017, lembrou ainda que viveu algumas situações constrangedoras por conta da escrava alforriada. Ela, na época, passou a usar o cabelo bem curto, parecendo andrógina.

Certo dia, ao pegar um táxi em Nova Iorque, recebeu uma resposta ríspida do motorista, que achou que ela era um homem gay. Com um inglês parco, balbuciou algo como “I’m not” (eu não sou).

No Brasil, com a imagem de Xica mergulhada na libido, sofreu assédio de um taxista.
“Ele começou a me olhar no retrovisor e disse: ‘É você mesmo?’.

Achava que era brincadeira e comecei a rir, e meu sorriso me entrega. Quando vi, o motorista já estava enfiando a mão por debaixo da minha minissaia e furando todos os sinais.

Pensei: ‘Tô ferrada, ele vai me sequestrar’. Cogitei sair do táxi andando… Mas ele parou num cruzamento na Avenida Copacabana, um guarda estava perto, então, aproveitei e me mandei.

E não paguei, ele já tinha passado a mão em mim”.

“Tive que fazer análise, porque Xica ficou no imaginário masculino de um jeito que todo mundo cismou de querer transar comigo.

Eu escutava: ‘Ah, fui no banheiro em sua homenagem’. As pessoas tinham uma expectativa de que eu ia dar um show na cama, eu me sentia no dever de ser maravilhosa e esquecia o meu próprio prazer.

Teve um cara que me disse lá na hora que o sonho dele era transar com Xica. Depois de um tempinho de tumulto, eu me casei, mas me certifiquei de que ele estava se casando comigo e não com ela”, recorda a atriz, em entrevista ao jornal Extra.

Zezé, que será tema do enredo da escola de samba carioca Acadêmicos do Sossego no carnaval 2017, lembrou ainda que viveu algumas situações constrangedoras por conta da escrava alforriada. Ela, na época, passou a usar o cabelo bem curto, parecendo andrógina.

Certo dia, ao pegar um táxi em Nova Iorque, recebeu uma resposta ríspida do motorista, que achou que ela era um homem gay. Com um inglês parco, balbuciou algo como “I’m not” (eu não sou).

No Brasil, com a imagem de Xica mergulhada na libido, sofreu assédio de um taxista.
“Ele começou a me olhar no retrovisor e disse: ‘É você mesmo?’.

Achava que era brincadeira e comecei a rir, e meu sorriso me entrega. Quando vi, o motorista já estava enfiando a mão por debaixo da minha minissaia e furando todos os sinais.

Pensei: ‘Tô ferrada, ele vai me sequestrar’. Cogitei sair do táxi andando… Mas ele parou num cruzamento na Avenida Copacabana, um guarda estava perto, então, aproveitei e me mandei.

E não paguei, ele já tinha passado a mão em mim”.
Sem amarras do início ao fim da entrevista, a intérprete de Xica admite sentir falta da úmida intimidade entre dois corpos.

É uma curva para chegar à linha reta do desejo. Mulher desdobrável, Zezé não foge dele, por que haveria?
“Quando minha mãe se casou com quase 70 anos (hoje, ela tem 92), pensei com meus botões: “Ah, ela está casando para ter uma companhia para jantar, para ir ao cinema e ao teatro”.

Depois, percebi que não era bem por aí (risos). Sinto falta de sexo, sou uma mulher saudável.

Agora, não vou transar por transar. Quero um companheiro.

Mas faço as minhas caminhadas, uma vez por semana tem massagem relaxante, tomo meu vinho. Recebo cantada, mas só de rapazes muito mais jovens, e não rola mais para mim”, disse.

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Fonte: TV Foco