A atriz Jussara Freire fez revelações sobre como é trabalhar nas novelas terceirizadas da Record. Ela, com 43 anos de carreira, enfrentou muitas dificuldades, e chegou a passar mal durante as gravações da novela “Escrava Mãe”, no ano passado, que aconteceram em Paulínia, São Paulo.
“Não tinha ambulância no local e foi uma correria.

Depois do ocorrido, colocaram uma viatura de prontidão. Foi muito difícil.

Entendo que é uma nova maneira de fazer novela, mas não voltarei a trabalhar com a Casablanca. Isso só ocorrerá se oferecerem muito dinheiro e puder levar meu psiquiatra”, disse.

“Essa história de terceirização não é boa. A organização foi tão esquisita que poderia prejudicar a única coisa que tenho para vender.

Atuar para mim é um ofício. Não estou de brincadeira.

Não importa se estou numa emissora ou no teatro, é um ofício”, declarou ela, em entrevista ao UOL.
“O cenário atrasou muito, tínhamos de gravar no interior e nos locomover de uma cidade para outra sem prévio aviso.

Estava muito calor e muita coisa não funcionava direito. Apenas reivindico melhores condições de trabalho não só para mim, mas para a equipe de profissionais que faz a produção acontecer”, explica.

“Se falta um ar-condicionado num lugar quente, vai prejudicar o trabalho. Se uma cadeira da maquiagem está quebrada, vai prejudicar o maquiador.

Só quero melhorias”, afirma ela, que teve ainda sua carreira prejudicada, já que a novela acabou sendo engavetada, e só vai estrear no final deste mês.
Ainda enquanto estava gravando, ela havia sido chamada para atuar em “Velho Chico”, mas acabou perdendo o papel.

“Houve uma sondagem e até um esforço para me ter na trama. Chegaram a ligar na Casablanca para saber quando a novela iria ao ar.

Se ela tivesse estreado no tempo correto, daria tudo certo”, conta.
“Amo [o autor] Benedito Ruy Barbosa, [o diretor] Luiz Fernando Carvalho e tenho a cara da novela.

Poderia fazer qualquer papel, condizente com a minha idade, ali. Seria minha volta para a Globo após 10 anos”, lamenta ela, que disse ainda estar amarrada pela Record, junto com os demais do elenco.

“O problema não é com a emissora, mas com a lei. Um canal pode ficar até cinco anos sem colocar no ar um trabalho inédito.

Só que nenhuma outra empresa televisiva vai querer contratar o ator enquanto essa produção inédita não for toda ao ar, porque isso causa uma confusão no telespectador”, explica ela.
Ela foi ainda procurada pelo SBT para fazer “Carinho de Anjo”, substituta de “Cúmplices de um Resgate”, mas não conseguiu o papel por causa da Record.

“Além disso, deixei de atuar em duas peças porque as gravações de ‘Escrava Mãe’ atrasaram muito e eu não podia me comprometer”, relata.
“Profissionalmente, este ano está perdido para mim quando o assunto é TV.

Só poderei ir para outra emissora em 2017”, finaliza a atriz. A trama estreia no próximo dia 30, quando a estreia da novela inaugura um novo horário para o segmento na Record, às 19h30.

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Fonte: TV Foco