A autora Maria Adelaide Amaral, que teve a sua novela das 9 adiada por conter temas políticos, para que eles não coincidissem com o período eleitoral no Brasil, resolveu criticar o atual governo do país, liderado por Michel Temer, após o Impeachment de Dilma Rousseff.
Durante a coletiva de sua peça “Para Tão Longo Amor”, que estreará no próximo dia 20, inaugurando o Teatro Morumbi Shopping, em São Paulo, ela criticou o fim do Ministério da Cultura, que foi decretado por Temer. “Acho um retrocesso”, comentou a dramaturga.

“Eu sou totalmente a favor de enxugarem os ministérios, mas a extinção [do Ministério da Cultura] é horrível, é uma péssima intenção. Acho inclusive que o Ministério da Educação já tem problemas demais na área.

Evidente que não vai sobrar nada para a Cultura”, declarou.
“Tem gente boa lá.

Tem o [José] Serra, mas o Serra não devia estar onde está. Ele devia estar no Ministério da Saúde, ele foi o melhor ministro da Saúde que já passou por esse País.

Ele devia estar na Saúde ou na Educação. Ele seria um grande ministro da Educação”, comentou.

Sua peça, protagonizada por Leopoldo Pacheco e Regiane Alves, e fala sobre os limites de um amor, tecendo a história do editor Fernando e da poetisa Raquel, mostrando a luta dele em continuar amando-a mesmo ela sendo seu oposto e rejeitá-lo frequentemente, além de parecer se esforçar em se destruir.
Na entrevista, ela comparou o atual período com o da Ditadura, mas aponta algumas diferenças: “Não havia terreno para os Malafaias e Bolsonaros da vida, para essa gentalha de quinta categoria, para esse cretino do Constantino que elabora uma lista e ainda publica”.

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Fonte: TV Foco