Ricardo Boechat (Foto: Reprodução)O jornalista Ricardo Boechat, conhecido por não ter papas na língua, comentou sobre a legalização das drogas e sobre o assunto no geral em entrevista ao site Growroom, especializado no assunto.
Ele falou sobre a vez que ele usou, segundo ele há muito tempo atrás. “Eu danei a rir, eu ri pra caramba, ri feito bobo, que foi o efeito que se repetiu e foi a única coisa que me encantou na maconha, que foi me transformar em bobo”.

Ele falou sobre o preconceito que as pessoas tem sobre os usuários e que a autonomia sobre a decisão do consumo deve ser da pessoa e não do Estado. “Pois é, [as pessoas dizem] “eu quero cocaína, eu quero anfetamina, eu quero crack, eu quero heroína, eu quero loló”, eu quero o que eu quiser, eu sou o dono do meu nariz! Eu não admito que o Estado, a sociedade digam o que eu posso fazer comigo mesmo.

[Alguns comentam] “Ah não, mas você vai me causar um prejuízo”. Que prejuízo que eu vou te causar? “Ah, mas você vai ficar doidão”.

Tem cara que fica doidão e pinta bem pra caramba, outros compõem músicas antológicas. Tem mais, Hitler não se drogava, o Eduardo Cunha não deve consumir droga.

E atenção, eu não sou usuário de drogas”.
Ricardo Boechat na BandFM (Foto: Reprodução)Boechat crê que o plantio para o consumo próprio é “mais do que legítimo” e diz que caso precisasse das substâncias, faria o que fosse necessário para ter acesso a elas, e que é o que as pessoas também fazem.

“Eu quero que se f*** a legalidade, enfia a legalidade no **! Eu vou lá e compro e f***, trago do exterior se tiver que trazer. Porque não acho razoável.

Quem é a Anvisa? É uma agência reguladora como todas as outras num antro de put***. Vou deixar minha saúde nas mãos dessas figuras?”, dispara.

Ele comentou também sobre o fato de ter compartilhado na internet a campanha ‘Mais Conha Menos Cunha’. “Essa é um pouco a parte jocosa da coisa.

Não acho necessariamente que precisa ter mais maconha pra ter menos Cunha, eu não prego que as pessoas saiam consumindo maconha ou drogas, eu mesmo não o faço. Confesso que ficaria curioso pra saber o que me aconteceria hoje, mas não faço”, declara.

“A campanha é uma tirada bem sacada que merece ser colocada, porque provoca duas discussões ao mesmo tempo, porque a maconha é objeto de censura e o Cunha ta aí. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra, a gente pode liberar a maconha sem ter nenhuma garantia de que a classe política passará a ser diferente do que é”, completa.

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Fonte: TV Foco