Com a finalidade de conquistar a nova geração de telespectadores, a Globo resolveu adotar nos últimos anos um novo estilo jornalístico em seus telejornais. O principal deles, “Jornal Nacional”, até então bastante engessado, foi o que mais mudou.
Entre as principais novidades do jornalístico é notável a forma descontraída como os jornalistas interagem entre si, inclusive enquanto interagem com a nova garota do tempo, Maria Júlia Coutinho, chamada pelos âncoras carinhosamente de Maju.

Boni, que foi responsável por grande parte do padrão de qualidade da Globo, revelou em entrevista ao publicitário Washington Olivetto que não acha saudável esse tipo de interação em jornais que pedem uma abordagem mais séria.
“Nos Estados Unidos, os telejornais vespertinos até fazem piadas, mas os noturnos são mais sérios, pois é o momento em que as pessoas estão esperando por informações de credibilidade.

Se ficar aquela coisa de ‘Boa noite, Lulu. Como está o tempo? Está ótimo, Juju e blá blá blá”, contou.

Boni também revelou que é contra o “monopólio” de uma única rede de TV no país, mas que essa hegemonia global foi importante para elevar o nível da TV nacional.
“Fazer televisão de qualidade depende unicamente de ter recursos para investir em produção.

E o mercado nacional não tem estrutura para investir tanto em mídia e sustentar a criação de quatro ou cinco emissoras abertas. Por isso a Globo acabou conquistando essa hegemonia e construindo uma programação de qualidade que a colocou na frente das outras.

Não existiria a TV brasileira, da forma que é, sem a Globo”, comentou .

.

Fonte: TV Foco