Tata Barreto/TV Globo Maurício Farias, Fabiana Karla e Marcius Melhem Responsável por inserir um humor moderno e ousado na Globo,  Marcius Melhem,  redator do “Tá no Ar” e  do “Zorra”;  que estreia a segunda temporada neste sábado (9), defendeu a forma inteligente de fazer comédia nos programas e lamentou que algumas pessoas sugiram que o povo não compreende as piadas,  como José Bonifácio de Oliveira Sobrinho,  o Boni,  disse em entrevista recente.”O público entende o que é bom. É um preconceito muito forte dizer que o povo não é capaz de entender uma piada e falar que o humor inteligente não é popular.

Geralmente quem fala isso não é capaz de entender o povo”, contou Melhem na coletiva de imprensa que aconteceu nesta terça-feira (4) no Rio de Janeiro.O cenário atual político do Brasil será um tema abordado pelo programa e Marcius Melhem não está preocupado com as possíveis críticas do público, como aconteceu recentemente com o “Porta dos Fundos”, o que gerou revolta em algumas pessoas que sugeriram um boicote ao canal de humor no Youtube.

“Acho ruim a questão do boicote, até porque o ‘Porta’ fez esquetes de um lado e do outro. Humor é chumbo livre, o que as pessoas acharem, paciência, a gente começa o debate e vida que segue.

Acho que nesta história que está acontecendo no país não tem mocinho, nem bandido, lado bom ou lado ruim. A gente vai mostrar, criticar e satirizar questões de todos os lados”.

A segunda temporada promete surpreender o público com piadas atuais e com mais liberdade no texto. “A primeira temporada é sempre um salto no escuro.

Quando vem a aceitação na segunda a gente buscou se aprofundar no que funcionou, corrigir algumas coisas. Você começa a conhecer melhor os atores.

  É uma temporada de amadurecimento”, disse Marcius.As piadas com determinados assuntos relacionados a grupos sociais que sofrem preconceito como gays, negros e mulheres não estão proibidas no “Zorra”, mas serão feitas focadas no lado oposto.

“Estamos conectados com o momento do país de muita intolerância, então é importante você não jogar contra isso. É legal você não oprimir quem já está oprimido, é legal você zoar o homofóbico, por exemplo”, diz Marcius.

O diretor de núcleo, Mauricio Farias, explicou que os personagens do programa não terão bordões que eram comuns e fizeram sucesso no “Zorra Total”.”A questão é que o bordão está inserido num formato, num gênero de fazer humor, não há humor melhor, nem pior”.

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Fonte: Uol Televisão