André (Caio Blat) e Tolentino (Ricardo Pereira) em cena de sexo em “Liberdade, Liberdade”(Foto: Reprodução/Globo)A Globo não é mais a mesma. Nesta terça-feira (12) a emissora chegou ao ápice ao ousar em “Liberdade, Liberdade”, com a primeira cena de sexo gay entre homens das novelas brasileiras, dezesseis meses após exibir o polêmico beijo entre Fernanda Montenegro (Teresa) e Natália Timberg (Estela) em “Babilônia”, novela das nove mais rejeitada da história da emissora.
“Fechada” até poucos anos atrás, a Globo deu um salto ousado na dramaturgia brasileira – mesmo que esteja atrasada em relação ao exterior.

Desde 2013, com o beijo entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) no último capítulo de sua trama das 21h, “Amor à Vida”, a emissora vem se abrindo para temas considerados polêmicos por sofrerem rejeição pela parte mais conservadora da sociedade.
O mais curioso é tocar num tema tão atual em uma trama que se passa no século 19.

Na época em que a história de “Liberdade, Liberdade” se passa, a relação entre pessoas do mesmo sexo era chamada sodomia, crime passível de morte.
Grande parte do público aprovou a cena levada ao ar ontem (12).

Isso mostra um amadurecimento do telespectador, já refletido no ano passado com a ousada “Verdades Secretas”, maior sucesso da faixa das 23h. Por outro lado, também mostra um cuidado maior da Globo em exibir cenas ousadas, preparando antes “o terreno” para assim mostrar o ápice da relação dos dois – cuidado esse que não teve em “Babilônia”, onde mostrou o beijo de cara na estreia.

A cena mostra o objetivo principal de “Liberdade, Liberdade”, que segundo o autor Mario Teixeira tem “a proposta de discutir o preconceito e de debater a intolerância”.
As opiniões aqui retratadas não refletem necessariamente a posição do TV Foco e são de total responsabilidade de seu idealizador.

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Fonte: TV Foco