O diretor artístico Vinicius Coimbra ensaia cena com André (Caio Blat) e Tolentino (Ricardo Pereira)
(Foto: Globo/João Cotta)

Tolentino (Ricardo Pereira) e André (Caio Blat) em cena de “Liberdade, Liberdade”
(Foto: Raphael Dias/Globo)

André (Caio Blat) vai à casa de Tolentino (Ricardo Pereira) para saber como ele está.
(Foto: Globo/João Cotta)

André (Caio Blat) vai à casa de Tolentino (Ricardo Pereira) para saber como ele está.
(Foto: Globo/João Cotta)

André (Caio Blat) vai à casa de Tolentino (Ricardo Pereira) para saber como ele está.

(Foto: Globo/João Cotta)

A Globo já gravou as cenas da primeira cena de sexo gay entre homens das novelas brasileiras que será exibida em “Liberdade, Liberdade” na próxima terça-feira, dia 12. A gravação ocorreu ainda na semana passada, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

Os encontros e desencontros de André (Caio Blat) e Tolentino (Ricardo Pereira) em “Liberdade, Liberdade” têm mexido com o público. Cheias de sutilezas e com o extremo refinamento do diretor artístico Vinícius Coimbra, as sequências gravadas na terça-feira, dia 28 de junho, emocionaram todos os que estavam presentes no estúdio.

Os atores Letícia Isnard, Bruno Ferrari e Mateus Solano, por exemplo, acompanhavam a movimentação e não escondiam a curiosidade de ver o resultado do que estava sendo gravado.
Para Vinícius Coimbra, diretor do folhetim, o drama retratado pelos dois personagens vai além deles dois.

“Eu sempre me pergunto como deve ser difícil você não poder ser quem você é e, de alguma forma, você ter que se reprimir perante a sociedade ou pela sua cor, ou pela escolha sexual, ou pela religião. Eu acho que em diversas partes do mundo as pessoas sofrem com isso”, comentou Coimbra ao site oficial da trama.

Foi através deste sentimento tão comum ainda hoje em dia que veio a inspiração para dirigir a sequência: “Eu tentei buscar nesta cena a identificação com o público para que o próprio público pensasse sobre o tipo de repressão que sente”, declarou o diretor.
A cenaAndré (Caio Blat) não sabe o que o atingiu.

Parece que a vida virou de ponta a cabeça. Precisa assumir o lugar de sucessor na família e sente a resistência de todos em confiar a ele essa posição.

Desconfia que seja por seu jeito delicado, menos bruto que os homens da época… Talvez isso lhe dê menos credibilidade. O que em sua natureza é tão errado? O que lhe dá forças para seguir é a amizade de Tolentino (Ricardo Pereira).

Este nunca lhe faltou, nunca o julgou, mesmo em meio a brigas e discussões. Sente a relação sólida, firme.

Tolentino reassume o posto de Coronel, mas é constantemente humilhado por Rubião (Mateus Solano). Hoje, vive aos mandos e desmandos do Intendente.

Bebe pra esquecer, talvez tenha realmente esquecido de quem foi um dia: o homem que capturou Tiradentes (Thiago Lacerda). Em meio às confusões mais recentes, deixa o Intendente em mais uma situação de risco e os gritos do homem ainda ecoam em sua cabeça.

Não quis decepcioná-lo, mas parece não fazer outra coisa… Só vê solidez na amizade de André. Um homem tão gentil, fiel, mesmo quando ele tomou atitudes erradas.

Mas não entende o que cresce ali. O que sente por aquele amigo não é só fruto de uma parceria.

Depois de Tolentino sofrer mais uma humilhação do Intendente, André cuida do amigo: “O Intendente vive a me espezinhar. Trata-me como a um cão”.

Logo após, declara o quanto André significa em sua vida: “Tenho um só amigo. Você, André.

Que é sensível. Capaz de entender os mistérios da vida.

As voltas que o mundo dá. As surpresas que a vida nos reserva”.

Tolentino lembra que o próprio André falou que todos têm uma segunda natureza e André completa: “Mas não para sempre”. O Coronel concorda.

Os braços dos dois se envolvem e, desse abraço, do olhar que atravessa a alma de ambos, os dois se entregam ao sentimento contido. “A cena, creio eu, deve ir além do desejo represado, da relação homossexual destes dois personagens.

Ela deve refletir o drama de cada pessoa que sofre algum tipo de repressão ou condenação social, seja por sexo, cor, religião ou qualquer outra forma de segregação”, esclarece Vinícius Coimbra, diretor artístico da novela.
Agora, André e Tolentino terão que lidar com as consequências do que não conseguem mais esconder.

O amor que pode condenar os dois a morte.
A cena está prevista para ser exibida na próxima terça-feira, dia 12.

‘Liberdade, Liberdade’ é uma novela de Mario Teixeira baseada em argumento de Marcia Prates, livremente inspirada no livro ‘Joaquina, Filha do Tiradentes’, de Maria José de Queiroz. A direção artística é de Vinicius Coimbra.

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Fonte: TV Foco