Paulo Pacheco/UOL 05.mai.2016 – Marcelo de Nóbrega e Giovani Braz atuam em “Proibidão da Praça” A mesma praça? O mesmo banco? Não no teatro.

Há 29 anos no ar, “A Praça É Nossa” virou peça com humor totalmente diferente da TV. Em vez de piadas leves e de duplo sentido, o elenco abusa de palavrões e “causos” sobre sexo oral, anal e até com animais.

Não à toa, o espetáculo se chama “Proibidão da Praça”, com conteúdo censurado pelo SBT e por Carlos Alberto de Nóbrega. O UOL assistiu à reestreia do “Proibidão”, na última quinta (5), em São Paulo, em uma sessão lotada.

O espetáculo começa Marcelo de Nóbrega tirando sarro do público e de Carlos Alberto: “Para vocês que esperavam ver meu pai hoje aqui, só tenho uma coisa a dizer: se f..

., vai ser comigo mesmo”.

Criada por Matheus Ceará, humorista da “Praça”, a peça foi lançada em 2015 com grande sucesso. Diretor da “Praça”, Marcelo resume o que é o “Proibidão”: “É pu.

..

do começo ao fim”. Ele faz no teatro o que seu pai faz na TV: senta no banco (não é o mesmo da TV) e serve de “escada” para os humoristas.

Marcelo conta que foi autorizado por Carlos Aberto, porém o proíbe de assistir ao “Proibidão”. “Eu não deixo ele vir.

Fico muito nervoso quando contraceno do lado dele ou quando está me assistindo em algum espetáculo”, confessa. Matheus Ceará é um dos poucos humoristas da “Praça” que não revela o texto para Carlos Alberto antes das gravações.

Apesar da confiança do “patrão”, tem piadas censuradas. No teatro, a liberdade é tão grande que até aparece nu segurando um cartaz escrito “Jequiti”, fazendo piada com a marca de perfumes de Silvio Santos.

“Sempre quis falar palavrão na ‘Praça’, mas não podia. Entrei no programa muito acanhado.

Quando comecei a ver que seria legal, conversamos no camarim e pensamos em fazer esse ‘Proibidão’. É muito legal, o público quer isso e espera que saia sacanagem, a coisa errada.

É o contraponto”, explica.
.

Fonte: Uol Televisão