Foto: montagem.O que Heródoto Barbeiro (Record News), Carlos Tramontina, Caco Barcellos, Chico Pinheiro, William Waack, Christiane Pelajo, Carlos Nascimento (SBT) e Celso Freitas (Record) tem em comum além de serem jornalistas e trabalharem em emissoras de TV? Eles dão palestras a empresários, e os atualizam sobre política e  economia, além de ensinarem a ser melhores oradores e melhorarem seus discursos, principalmente frente às câmeras.
Bom trabalho esse, que rende até R$ 60 mil para William Waack, âncora do “Jornal da Globo”, por  uma única palestra.

Já Chico Pinheiro, do “Bom Dia Brasil”, é um pouco mais “em conta”, e cobra R$ 50 mil para um media training, palestra em que jornalistas experientes ensinam executivos, políticos e artistas  na lida com profissionais da imprensa, e em alguns casos, esses tipos de palestras podem até ensinar a como driblar os jornalistas, a fim de evitar publicações indevidas  e indesejadas, segundo o jornalista Daniel Castro, do “Notícias da TV”.
Caco Barcellos conta que recebe muitos convites para fazer o polêmico media training, além de tantos outros para ser mestre de cerimônias e dar palestras, mas declara:  “não sou a pessoa indicada para falar.

Não gosto e não sei fazer (media training)”, e completa:  “Já para mestre de cerimônias não levo jeito. Gostaria de aprender e incorporar nas minhas atividades futuras”.

Ele ainda conta que muitas vezes dá palestras de graça: “Faço a maioria de graça. Há um mercado profissional para palestra, com muitas agências, mas a imprevisibilidade do trabalho na reportagem dificulta assumir outros compromissos”.

José Roberto Burnier, outro jornalista de longa data da Globo, conta que há mais de duas décadas (27 anos) faz media training, mas se defende: “Não há conflito ético porque o modelo de treinamento que desenvolvi não é para driblar repórteres, fugir de perguntas difíceis, enganar, enrolar ou mascarar uma informação. Por falta de conhecimento mais apurado aqui no Brasil, muitos consideram, de forma equivocada, que o media training serve para se aprender a abafar, a ‘mentir com categoria’, a esconder a verdade.

 Certo é que ele serve para transformar uma pessoa num bom entrevistado, que todo mundo entenda de forma direta, clara e objetiva. Seja pra TV, jornal, rádio ou internet”, e completa: “Não ensino artimanhas, subterfúgios, ardis.

Procuro mostrar o caminho de enfrentar qualquer tipo de pergunta com autenticidade e sinceridade.”

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Fonte: TV Foco