Frederick M. Brown/Getty Images Lilly Wachowski, antes conhecida como Andy, sobe ao palco do GLAAD Awards após receber o prêmio de melhor série dramática por “Sense8” A diretora Lilly Wachowski, antes conhecida como Andy, fez sua primeira aparição pública desde que se assumiu como mulher transgênera, no início de março. Lilly compareceu neste sábado (2) ao GLAAD Awards, no qual concorria com a série “Sense8”, da Netflix.

  Após ver sua obra sair vitoriosa na categoria de melhor série dramática, Lilly subiu ao palco para receber o prêmio e fez um discurso que estava ligado ao seu anúncio. Ela agradeceu às “fabulosas pessoas do GLAAD” pelo apoio e, ironicamente, “às pessoas extremamente sensíveis e educadas do ‘Daily Mail'” – o jornal britânico ameaçou revelar publicamente o processo de transição de Lilly.

A diretora ainda falou sobre a importância do amor para pessoas trans e o retrato que ela e a irmã, Lana, fazem dele na série. “O amor é essencial para as pessoas transgêneras, é um porto-seguro.

Enquanto a criatividade pode ir além das nossas aparentemente imutáveis designações de gêneros, quando encarada com a simples hipótese de sermos amáveis ou não, a nossa imaginação falha. Muitos de nós acabam do lado errado da questão existencial.

Então nós tocamos nesse ponto, não só para o bem de todos, mas para o nosso também”. Revelação Quatro anos após sua irmã, Lana, se assumir trangênero, Lilly se assumiu como trans por meio de um comunicado enviado ao jornal “Windy City Times”, no início de março.

“Sim, sou transgênero. E sim, eu fiz a transição”, escreveu ela.

“Minha família e meus amigos sabem. A maior parte das pessoas com quem trabalho também.

Todos estão bem com isso. Claro, graças à minha fabulosa irmã, eles já passaram por isso antes, mas também porque são pessoas maravilhosas.

Sem o apoio da minha mulher, dos meus amigos e da minha família, eu não estaria onde estou hoje.” Ainda de acordo com o longo texto escrito pela cineasta, ela afirma que chegou à decisão de revelar seu “segredo” após receber ameaças da imprensa de publicar a história.

“Eu precisava de um tempo para colocar minha cabeça no lugar, para me sentir confortável. Ser transgênero não é fácil.

Nós vivemos em um mundo com maioria de orientação de gênero binária. Isso significa que quando você é transgênero, você tem que encarar a dura realidade de passar o resto da sua vida em um mundo que é abertamente hostil contra você”, escreveu ela.

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Fonte: Uol Televisão