Miguel Falabella no “Ofício em Cena”, na GloboNews(Foto: Globo/João Cotta)Entrevistado de Bianca Ramoneda no ‘Ofício em Cena’ desta terça-feira (12), Miguel Falabella, que trabalha com televisão há 35 anos, onde exerce funções de autor, ator e diretor, começou a entrevista falando sobre como escolhe os seus trabalhos. “Eu sou muito anárquico no meu processo de criação. Eu só faço o que quero, só faço aquilo que acho que vou fazer bem.

Posso errar, já errei várias vezes, e não tenho problema com isso”.
Sobre a série ‘Pé na Cova’, cuja quinta e última temporada acaba de ser exibida pela Globo, Miguel disse: “Eu queria fazer os “Adams” do Irajá (risos).

Eu queria falar daqueles que não aparecem na televisão, que não são padrão”, explicou. Ele se emocionou ao lembrar da amiga Marília Pera, que morreu esse ano e com quem contracenou na série: “Eu não vinha gravar, eu tinha uma aula!”.

Como autor, Miguel se sente honrado em ter o seu texto interpretado como grandes atores, como Marília. “Ela tinha uma intuição absurda.

Às vezes eu mesmo me surpreendo com o texto, porque é a grandeza de um ator que traz um frescor àquilo que ele está dizendo. A Marília dizia as vírgulas do texto e quando tinha dúvidas me perguntava.

E eu sempre dizia: não sei, Marília, você sabe mais do que eu…”.
E revelou o que o angustia na profissão: “Ver as pessoas desempregadas.

Fico muito agoniado, crio para elas. Por isso eu crio tanto, fico inventando projeto para colocar todo mundo”.

E faz uma brincadeira com o seu processo de trabalho. “O computador me salvou.

Porque eu era o Windows antes do Windows. Eu tinha pastas coloridas com os vários projetos que eu datilografava.

Meu processo de criação é completamente anárquico, ninguém pode entrar no meu escritório”, revela.

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Fonte: TV Foco