Foto: ReproduçãoRecentemente, a atriz Susana Vieira fez uma declaração polêmica, que deixou muitos brasileiros revoltados. Ela disse que pessoas das regiões Norte e Nordeste do país não tinham muito conhecimento em relação à política quanto as demais. É claro, ela foi detonada.

No entanto, essa não é a primeira vez que ela faz um comentário considerado “preconceituoso”. A outra vez foi em 2012, durante sua participação no “Encontro com Fátima Bernardes”, quando o tema principal era a posse do ministro Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.

Na ocasião, Susana deu sua opinião sobre o preconceito com pessoas que moram em bairros periféricos, e disse que sua empregada, o motorista, o caseiro e sua manicure são da comunidade da Rocinha. E que lá, os moradores não têm preconceito porque “precisam de pessoas da comunidade para exercer essas funções”.

Apesar da boa intenção, ela foi vista com maus olhos, e o ator e cantor Tony Garrido, que estava presente no palco, disse que essa visão era antiga, do tempo da escravidão: “Na favela também tem médico, advogado, dentista. Eu adoraria que várias empregadas domésticas pudessem morar na lagoa, no Jardim Botânico”.

Foto: Reprodução“O que está faltando é que essas empregadas, garis, porteiros, estejam morando no mesmo estilo de prédio que eu, que você Gabriel (O Pensador) ou perto da Suzana (Vieira)”, falou o músico. Mesmo assim, Susana continuou com o seu ponto de vista, e surpreendeu com novas declarações polêmicas.

“Não vamos pegar as dores e fazer como se elas (as pessoas negras) fossem vítimas. O Brasil está oferecendo oportunidades para as pessoas melhorarem e se formarem.

Porque senão fica uma coisa parecendo que só negro que não tem oportunidade. Esse país não dá oportunidade pra quase nenhum estudante, nem branco nem negro”, disse.

“O maior problema do Brasil é um problema econômico. É um problema de classe social, muito mais que o problema de branco e preto.

Não sei se vocês concordam comigo, mas minha opinião é essa”, completou ela, que quando Tony foi rebater, interrompeu: “Você tá muito briguento hoje”.
Mas o ator continuou: “A classe social hoje é assim: só existe preconceito de cor porque isso começou há 400 anos, onde negros não eram vistos como pessoas”.

Para amenizar a situação, Fátima concluiu o assunto: “O que nós não discordamos é que a educação é importante pra qualquer um”.
“Falar em discussão racial pra mim já me incomoda, porque somos todos uma raça só.

Já estamos no século XXI”, finalizou a jornalista. Anos depois, parece que a atriz continua com o mesmo posicionamento.

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Fonte: TV Foco