Enquanto o processo de impeachment ainda engatinhava e a presidenta afastada Dilma Rousseff (PT) ainda comandava o executivo nacional, o ator global Juliano Cazarré já chegou a dizer: “É dia do Brasil celebrar junto o fim de um ciclo de incompetência e corrupção. Ciclo este que nos trouxe à maior crise econômica e moral da nossa História. Por um Brasil melhor.

Chega de corrupção. Fora PT.

Fora Dilma. Fora Lula”.

Acontece que o mundo dá voltas. Assim que as gravações “A Regra do Jogo”, da Globo se encerraram, o ator Juliano Cazarré, que fez sucesso ao interpretar o funkeiro Merlô na trama, fez um apelo à emissora para não se esquecer dele – mesmo tendo um contrato assinado até 2018.

“Não posso ficar longe da TV. O país está quebrado.

Tenho duas bocas para sustentar”, diz, referindo-se aos dois filhos. O trabalho apareceu, mas no cinema.

“3000 dias no Bunk”, é o nome do filme, onde Juliano interpretará um senador petista. O longa é uma adaptação do livro escrito por Guilherme Fiuza e narrará a história do Plano Real.

 Com direção de Rodrigo Bittencourt (de “Totalmente Inocentes”). O filme terá foco no economista Gustavo Franco (interpretado por Emílio Orciollo Neto).

No elenco ainda estão: Paola Oliveira, Fernando Eiras, Giulio Lopes, Tato Gabus, Guilherme Weber, Wladimir Candini e Carlos Meceni.
“Não julgo personagens.

Não é porque não concordo com o PT que eu não poderia aceitar.” Crítico do partido recém-­afastado do poder, o ator não se sente muito à vontade para conversar sobre política com seus colegas.

“O meio artístico tem a ideia errônea de que, se você é contra o PT, você é contra o povo. Nada a ver.

Quem tem de ficar bravo com o PT é a esquerda, pois foi o partido que a desmoralizou”, diz
As filmagens em Brasília já aconteceram e agora, até o mês de maio, o set será em São Paulo. Foi Emílio Orciollo Neto, aliás, quem indiciou Cazarré para o papel.

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Fonte: TV Foco