João Miguel Júnior/TV Globo Nathalia Dill é Branca em “Liberdade, Liberdade” Na vida privada, Branca (Nathalia Dill) é uma mulher com desejos como qualquer outra. Mas para a sociedade de Vila Rica, a vilã de “Liberdade, Liberdade” faz questão de posar de bela, recatada e do lar. Não resistiu a um amasso mais ousado na igreja com Xavier (Bruno Ferrari) nem esperou pela bênção do casamento para perder a virgindade, mas não pensou duas vezes antes de difamar Joaquina (Andreia Horta) por toda a cidade.

Um poço de contradições e de hipocrisias, no fim das contas. “Essa coisa do ‘bela recatada do lar’ é exatamente a Branca.

Ela mostra o que todo mundo espera que ela seja, o que toda mulher naquela sociedade deveria ser. No fundo isso não existe, é uma montagem masculina do que deveria ser o feminino.

A Branca critica a modernidade feminina, ela defende o machismo”, analisa a atriz. Para Nathalia, o que motiva a personagem é se dar bem acima de qualquer coisa.

“Mesmo sendo uma mulher que não tem direitos, cuja vida é um joguete em prol da economia da família, ela prefere assim. Ela quer ter os escravos dela, quer se casar, não quer a novidade como a Joaquina, que deseja a igualdade, a liberdade, a fraternidade.

Branca é ativa, por mais que as mulheres da época fossem passivas. Ela tem essa modernidade, mas o que ela quer é retrógrado”, conta.

Após a primeira noite com o noivo, que promete se casar com ela, a filha de Luzia (Chris Couto) e Diogo (Genézio de Barros) é chantageada pela escrava Malena (Lucy Ramos), que encontra o lençol manchado de sangue e pretende tirar vantagem da informação. “Agora ela tem um segredo, ela perdeu a única coisa de valor que ela tinha, a única moeda de troca que as mulheres tinham era essa.

A ‘pureza’ era um domínio quase familiar, pertencia àquela instituição. Quando ela joga isso fora, dá um desespero.

Ela realmente precisa casar, e não pode ser com outra pessoa”, conta Nathalia, que vê vários motivos para Branca ter tomado essa decisão. “Ela está com tesão também, eu gosto de colocar essa parte, é real.

Mas também é uma forma de prender o Xavier, não deixa de ser um jogo”, analisa. 
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Fonte: Uol Televisão