Ansioso para a estreia da décima temporada do programa “Profissão Repórter”, o jornalista Caco Barcellos comentou, em entrevista ao jornal O Globo, que até hoje vai a favelas entender a situação de quem vive ali. Também não é raro receber cartas de doentes mentais, que lhe contam histórias e pedem ajuda.
“A nossa pauta é a que está na rua.

Embora feito por jovens, o programa tem um olhar para áreas que nem sempre são visadas. Queremos falar do conjunto, não de uma minoria.

E o Brasil é um país sofrido. Se estivéssemos na Suíça o perfil das reportagens seria outro”, afirmou.

Bastante exigente com seus repórteres, ele é daquela ala que acha que não conseguirá a matéria de amanhã. E condena o jornalismo sensacionalista: “Claro que liberdade absoluta não existe em nenhum lugar do mundo, mas tenho um veículo que me dá recursos para ir atrás do que quiser.

Eu quero ser isento de opinião, isento de ter que tomar partido de coisas chatas. A gente tem que contar algo que surpreenda, mas com relevância.

Não gosto desse tipo de matéria que é inútil, só causa impacto, sem relevância. Isso me preocupa muito.

É a nossa credibilidade que está em jogo”.
Na moda, as redes sociais não seduzem Caco: “A internet virou cenário de linchamento moral.

Gosto da democratização da plataforma, mas ao mesmo tempo permite que qualquer um publique de forma irresponsável. Gosto de fazer direito.

Então não sobra tempo”.

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Fonte: TV Foco