Photo Rio News Tico teve que cancelar um compromisso em Maringá, mas conseguiu chegar à cidade Tico Santa Cruz, vocalista da banda de rock Detonautas, foi retirado de voo São Paulo-Maringá na manhã desta quarta-feira (13) pela Polícia Federal depois de discutir com funcionários da Gol e outros passageiros. A confusão começou por causa de assentos na aeronave, já que o cantor teria sentado em uma poltrona que não era reservada para ele. O vocalista, então, reivindicou uma suposta cobrança e acabou acontecendo o tumulto no voo.

Após muitos passageiros começarem a criticar e xingar o cantor, a Policia Federal foi acionada e policiais o conduziram para fora do avião. No final da tarde, já em Maringá, Tico contou ao UOL que vai processar a Gol não só pela cobrança indevida como pelo constrangimento que passou na aeronave.

Ele disse que entendeu as reações dos passageiros. “As pessoas estavam no direito delas de expressar uma insatisfação.

Não tenho problema de entender que existiu de fato um atraso provocado por essa situação, diretamente por minha causa, mas aconteceu, sim, uma intransigência da Gol de não acatar a minha reivindicação porque existe uma lei e eu mostrei que não se pode cobrar mais pelo assento”. O cantor admitiu que achou um certo exagero a sua retirada da aeronave.

“Não me alterei, não briguei com ninguém. Teve aquela confusão toda e o comandante decidiu me tirar.

Eu acho que foi uma decisão equivocada porque eu já tinha me direcionado a minha poltrona. Veio a polícia e eu sai na boa”.

  Santa Cruz estava sendo esperado para dois compromissos em Maringá: um evento em uma Organização Não Governamental e uma conversa com universitários. “Cancelei o primeiro, mas o encontro com os jovens acabou sendo mantido.

Vamos falar sobre as questões que estão acontecendo no Brasil. São diálogos sobre o Impeachment, as políticas do Governo, da oposição, da situação em Brasília.

Uma conversa bem extensa sobre que estamos vivendo na história do País”. Vários vídeos sobre a confusão no voo foram publicados nas redes sociais e Tico recebeu muitas críticas.

Ele também foi xingado. “Eu ouvi no vídeo uma pessoa chamando de vagabundo, petista.

De forma geral, o mal-estar foi por causa do atraso e não por uma questão política. Eu poderia até usar ao meu favor dizendo que fui vítima de intolerância política, mas eu não vou ser irresponsável ou cínico”, completou.

  Tico também se posicionou sobre o radicalismo que anda tomando conta da internet. “Acho tudo isso muito perigoso porque faz com que as pessoas tomem partido, um posicionamento pautado na emoção e não de forma racional.

No caso como esse, por exemplo, não tem nada a ver com uma questão política. Tem a ver com direito da pessoa, o direito de um cidadão independente de ser famoso ou anônimo, anarquista ou do PT, ou do PSDB ou de qualquer outro grupo.

 As companhias não têm direito de cobrar por assento conforto. Está na legislação.


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Fonte: Uol Televisão