Os dois tiros que acertaram Giovana Alves de Oliveira, assessora de Ana Hickmann, eram para atingir a artista e um deles passou muito perto da cabeça dela. O barulho do disparo deixou, inclusive, a apresentadora com dores no ouvido por conta da proximidade do tiro, segundo o advogado Maurício Bemfica, que representa a família de Ana Hickmann.

O advogado conta que, no momento em Rodrigo Augusto de Pádua, o fã que planejou o atentado contra a modelo, estava no quarto do Hotel Caesar Business, no Bairro Belvedere, Centro-Sul de BH, Ana se deitou na cama, sentindo-se mal. Nessa hora, ele fez os dois disparos tentando matar a apresentadora e acabou atingindo Giovana.

Uma das balas pegou no braço da assessora, mas não ficou no corpo. Já o segundo tiro pegou na barriga e parou na perna, perfurando o intestino. “Os dois tiros foram dados de cima para baixo e eram para a Ana”, afirma o advogado.

Ainda na noite deste sábado, a apresentadora voltou com o marido para São Paulo. Além do advogado, Gustavo Henrique Bello, também assessor e cunhado da artista, se hospedaram em um hotel ao lado do Hospital Biocor, onde Giovana – que é mulher de Gustavo – se recupera dos ferimentos. “Num primeiro momento, o Gustavo acabou ficando sem muitas informações da Giovana, porque ficou envolvido com as questões policiais. Quando as informações foram chegando, ele ficou mais aliviado ao perceber que ela está se recuperando” , acrescenta o advogado.

Bemfica disse, ainda, que vai acompanhar todos os passos da investigação policial, mas elogiou o trabalho da Polícia Civil de Minas Gerais, que entendeu o caso como legítima defesa. Gustavo e Rodrigo entraram em luta corporal e os três tiros que mataram Rodrigo foram dados nesse contexto, enquanto Gustavo tentava salvar sua vida, depois de ter reagido aos dois primeiros disparos dados pelo agressor, que feriram Giovana.

O advogado acrescentou que Gustavo deve fazer um pronunciamento à imprensa em São Paulo, para onde volta às 14h30 deste domingo. Ainda não há previsão do retorno de Giovana, que hoje ainda deve passar por nova cirurgia por conta dos ferimentos causados pela bala que atravessou o intestino e parou na perna.

Giovana só deverá ser ouvida pela polícia quando estiver em São Paulo, mas uma viatura do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) esteve na porta do Hospital Biocor na manhã deste domingo, o que indica que os policiais podem estar tentando levantar informações da versão de Giovana para o caso.

Assista a entrevista do advogado Maurício Bemfica