A CBF realiza em sua sede nesta segunda-feira o 2º Encontro de Técnicos. O evento foi inciado às 10h30 e tem previsão de duração até 16h. Alguns treinadores, contudo, tiveram de deixar o auditório da sede da entidade mais cedo, casos de Levir Culpi, do Fluminense, Muricy Ramalho, do Flamengo, e Jorginho, do Vasco.

Na mão contrária, Edgardo Bauza, do São Paulo, e Diego Aguirre, do Atlético-MG, chegaram praticamente juntos, pouco antes das 14h. No primeiro encontro, realizado em 2015, foram discutidas mudanças posteriormente adotadas pela CBF, como a padronização dos gramados.

Neste ano, a principal proposta é uma legislação de proteção aos treinadores. – Há muito tempo tenho um canal com o Gilmar (Rinaldi, coordenador da seleção brasileira), a gente tem um encontro mensal em São Paulo com um pessoal para discutir futebol.

O que venho insistindo muito com ele e que vai acontecer são cursos de longo prazo para técnicos, como por exemplo tem na Uefa, de no mínimo dois anos, e também sobre os técnicos, leis de proteção dos treinadores e dos próprios clubes. Fiquei feliz de estar vendo, porque são coisas que estamos conversando há algum tempo – disse Muricy Ramalho.

O treinador explicou que a proposta é tentar dar estabilidade aos profissionais, e também impedir que clubes percam seus treinadores a todo momento:- É uma das coisas que estão olhando com carinho. O técnico tem de ter um pouco mais de proteção, os clubes também.

Não pode acontecer de o técnico receber qualquer proposta e ir embora. Mas não pode ter 32 técnicos demitidos em um campeonato, isso é um absurdo, só no Brasil.

Então tem de mudar isso também. Eles têm uma proposta boa, tem de ser como um emprego, e não é.

Uns têm multa, outros não têm. Não é para mudar o futebol brasileiro? Senão fica essa coisa de no domingo é bom, na quarta é ruim.

O técnico do Vasco, Jorginho, explicou que a ideia de proteger os
treinadores ainda tem de ser amadurecida e que a forma como isso será
feito ainda não está decidida:- A gente tem que olhar
sempre os dois lados. É muito importante partir de nós, treinadores, uma
seriedade, uma fidelidade, e buscar uma estabilidade para nós,
treinadores.

É o que esperamos. Uma das formas para que isso melhore é
que o clube que demitir um treinador acerte completamente com esse
treinador.

O treinador muitas vezes fica quatro, cinco anos na Justiça
para receber. Uma das formas é que tenha uma multa rescisória ou que
tenham que pagar de imediato, antes de contratar o treinador seguinte,
que tenham que acertar essa parte financeira.

Vão surgir muitas outras
sugestões. Por exemplo, um treinador que acabou de ser demitido na
primeira divisão não pode assumir outra equipe.

Seria uma medida
interessante. Levir Culpi, autor da proposta de padronização de gramados adotada pela CBF, elogiou a iniciativa da entidade: – Essa medida da CBF realmente deve ser acompanhada por todos.

É um movimento para melhorar essa situação. Falamos sobre calendário, leis trabalhistas, planos de treinamentos, de deixar gravado.

Não temos um histórico de nosso futebol. A CBF tem um banco de dados muito legal.

Quem vem pela frente tem que entender o que aconteceu. Sobre a implementação da sua proposta, o técnico tricolor completou:- Fico até com vergonha de falar sobre isso, porque estamos em 2016 e brigamos pela dimensão dos gramados.

Isso já foi oficializado. A CBF está bancando.

Os campos terão as mesmas medidas.
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Fonte: Globo Esporte