O “Eu Acredito!” voltará a ser, novamente, o principal som a ser emitido da garganta do atleticano até a próxima quarta-feira. O mantra que virou grito de guerra para os alvinegros a partir da campanha de 2013, quando o título inédito da Libertadores veio, será preciso no Independência, na próxima quarta-feira. Não será no mesmo molde de três anos atrás, quando o Atlético-MG saiu atrás nas semifinais e na final, perdendo o primeiro jogo por 2 a 0.

Dessa vez, a missão será, olhando friamente, mais fácil, já que uma vitória por mais de um gol de diferença o classificará. No Morumbi, o Galo mostrou ter mais armas que o adversário, mas também que a pressão e a pressa durante o jogo podem pesar.

Durante a partida, principalmente no segundo tempo, quando o São Paulo tentou pressionar mais, o Atlético-MG demonstrou que tem mais solidez defensiva que o adversário, pois o obrigou a explorar apenas as jogadas diretas e as bolas paradas. A linha de três volantes – formada por Leandro Donizete, Rafael Carioca e Júnior Urso – e a pressão na saída de bola foram as principais razões para que acontecesse isso.

E essa deve continuar sendo uma boa arma atleticana para a segunda partida.LEIA MAIS>>> Galo perde Carioca e Urso, e Robinho vira preocupaçãoA resposta ao que o São Paulo explorava era o perigoso contra-ataque atleticano, principalmente pela esquerda, com Douglas Santos, Patric, e Júnior Urso também caindo pelo setor.

Por lá, o Atlético-MG criou boas chances. Mas pecou no último passe.

Faltou calma na hora de pensar as jogadas e finalizar. Esse deverá ser um ponto de atenção para o jogo no Independência.

E com mais um toque. A equipe atleticana entrará pressionada na segunda partida, e o relógio será mais um adversário dentro de campo.

Será preciso uma vitória por mais de um gol de diferença para que a equipe saia do Horto classificada, mas terá que ter calma para conseguir os gols, controlar a ansiedade e também se preocupar com a retaguarda, já que, provavelmente, o São Paulo jogará no contra-ataque.Portanto, muita atenção em relação ao relógio e à estratégia tricolor, mas garra e empenho em campo já mostradas por essa equipe.

Além disso, superação, já que o time atleticano não terá os titulares Rafael Carioca e Júnior Urso, ambos suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Todos esses argumentos acima foram resumidos por Aguirre em algumas sentenças, após o jogo.

– Historicamente, o Atlético-MG revertia resultados de 2 a 0.
Agora é 1 a 0.

Temos que ter calma. Se o time jogar como jogou hoje, acho que
temos chance de seguir.

Vamos ver ser esse resultado de hoje foi bom ou não no
próximo jogo. ArbitragemUm fator que pesou, e muito, na partida no Morumbi, foi a arbitragem do colombiano Wilmar Roldán.

A pressão exercida pelo São Paulo nos bastidores, antes da partida, parece ter surtido efeito nos jogadores e no próprio árbitro. E entre os atletas, porque o clima foi tenso no começo da partida, com faltas duras e cartões, mas pouco futebol.

O árbitro colombiano mostrou 10 cartões durante o jogo, sendo que sete foram para atleticanos. Isso pesou na atuação do time alvinegro, principalmente na segunda etapa.

Aliás, foi nela em que o colombiano poderia ter expulsado Thiago Mendes, que fez duas faltas duras, e Ganso, que acertou Rafael Carioca em outro lance. Mas não houve nada.

Situações que irritaram os atleticanos, como demonstrou bem Leandro Donizete. No segundo jogo, a arbitragem entrará com mais pressão ainda.

Primeiro, claro, por ser o jogo decisivo do confronto, e segundo por tudo que aconteceu na primeira partida e com o clima criado. Atleticanos precisam ter cabeça fria e no lugar para não se exaltarem.

Um bom exemplo do que não se deve fazer é do jogo contra o Atlético-PR (veja no vídeo abaixo), no ano passado, pelo Campeonato Brasileiro, em que os ânimos alvinegros estavam exaltados, e com certa razão. Mas, mesmo com todos esses ingredientes, o “Eu acredito!” será, mais uma vez, o grito que moverá os corações atleticanas e as chuteiras dos jogadores no Horto.

 
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Fonte: Globo Esporte