As últimas semanas tiveram episódios raros na história recente do Atlético-MG. Pouco acostumado a cobranças e à desconfiança desde 2012, viu-se diante de três derrotas em quatro jogos – uma inclusive no clássico com o maior rival – e de uma espécie de puxão de orelha do presidente Daniel Nepomuceno. Era preciso uma resposta rápida.

E, nada melhor que o pior time da fase de grupos da Libertadores pela frente, para que tudo fosse contornado. O Galo não deu sopa para o azar e fez o que era necessário e o que se esperava.

A goleada por 4 a 0 (veja nos melhores momentos acima) sobre o Melgar, no Mineirão, foi benéfica por vários motivos e trouxe, talvez para muitos, uma grata surpresa ao atleticano: Júnior Urso atuando como meia, no lugar do machucado Luan. Mas a grande contribuição foi para o lado psicológico e para o moral da equipe neste abril decisivo.

Serão pouco menos de 30 dias de reta final de Campeonato Mineiro – no domingo encara a URT, em Patos de Minas, pelo primeiro jogo da semifinal – e também do início da fase de mata-mata da Libertadores. Um novo tropeço poderia minar toda aquela confiança depositada a Robinho e companhia em dias tão importantes para a temporada.

A goleada foi uma resposta aquilo que se temia que pudesse continuar e também um empurrão para aquela equipe que começava a cambalear. LEIA MAIS>>> Diego Aguirre destaca empenho, explica esquema e enaltece Carlos>>> Confira todos os detalhes da partida contra o Melgar>>> Veja como está agora a classificação da LibertadoresAlém disso, a postura do time em campo foi bem diferente à vista contra o Independiente del Valle (derrota por 3 a 2) e em boa parte da partida contra o Tricordiano (revés por 4 a 2), quando em ambas o Atlético-MG estava irreconhecível.

Os jogadores disputavam cada lance, concentrados a tudo que se passava em campo. Apenas no segundo houve alguns relapsos, mas nada que o fraco Melgar pudesse aproveitar.

Robinho voltou a flutuar e dispersar a atenção dos marcadores, e, com sua rara habilidade, mostrou que consegue desbancar com qualquer esquema tática. Cazares idem.

Douglas Santos e Marcos Rocha apoiando, como já mostraram saber bem. Carioca e Donizete como importantes figuras para a segurança da defesa e também para a qualidade na saída de bola.

Principalmente o primeiro. E Lucas Pratto prendendo a marcação e servindo de importante parede para quem chega de trás.

A vitória atleticana faz reviver aquele espírito de confiança e alegria de ver o time jogar, muito presente nos primeiros dois meses de jogos disputados. Volta em um momento oportuno, essencial e um dos mais decisivos no ano.

Abril será o mês de saber se o sorriso atleticano continuará tão largo como ultimamente tem sido. E fica a pergunta: será que Diego Aguirre encontrou a solução para o Atlético-MG sem Luan?Júnior Urso foi o melhor em campo.

Uma importante válvula de escape e ligação entre saída de zaga e ataque. Além disso, mostrou muita qualidade nos passes e também no posicionamento.

Talvez esteja aí uma importante variação para a temporada. Começaremos a saber ao final deste mês, e o atleticano espera que tudo seja igual a essa feliz quinta-feira no Mineirão.

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Fonte: Globo Esporte