equipecampanha no anocaldeirão no cilindroEstá definido! O caminho do Atlético-MG está traçado para as oitavas de final da Libertadores. E ele não deverá ser o dos mais fáceis. Pela frente estará o Racing Club de Avellaneda, considerado um dos cinco maiores clubes da Argentina e que se classificou como segundo do Grupo 3 da competição.

O primeiro jogo será na próxima semana, em Avellaneda, cidade da Grande Buenos Aires. A volta será na semana seguinte, em Belo Horizonte.

Com a definição do adversário do Galo nas oitavas, o GloboEsporte.com traçou um perfil do clube argentino, como está o rendimento atualmente, seus principais jogadores e também curiosidades da Academia, por causa do grande sucesso da era amadora do futebol argentino entre as décadas de 10 e o início de 30 do século passado – conquistou nove, sendo sete de maneira invicta.

01equipeSegundo clube da Argentina a ser campeão da Libertadores (em 1967), atrás apenas do seu maior rival – o Independiente – o Racing vem mantendo um bom rendimento desde a temporada 2014, quando voltou a ser campeão argentino e, curiosamente, na temporada da volta do “Príncipe de Avellaneda”, Diego Milito, que retornou do futebol europeu para ser campeão novamente com seu clube do coração e colocar a Academia novamente entre os principais times do seu país.LEIA MAIS>>> Aguirre sinaliza troca de Dátolo por Cazares contra a URTMilito, junto com Gustavo Bou, que já esteve na mira do Atlético-MG no começo da temporada e que está se recuperando de uma contusão, e o meia Óscar Romero – irmão de Angel Romero, jogador do Corinthians – além de Lisandro López, ex-Internacional, serão os principais perigos a ser enfrentados pelo Galo no confronto.

Romero, aliás, é o que mais se tem destacado em 2016, pois ganhou a titularidade na equipe no começo do ano e passou a comandar o meio campo do time argentino, com boas assistências e criatividade. O meia argentino Aued também é um jogador que merece atenção.

Assim como nas temporadas passadas quando estava à frente o técnico Diego Cocca, o Racing, agora treinado por Facundo Sava (ex-atacante), costuma jogar com um esquema ofensivo, mas na maioria das vezes não escala seus quatro principais jogadores do setor ofensivo.Apesar de ter uma defesa experiente e entrosada, o Racing apresenta algumas deficiências no seu miolo de zaga, e o treinador ainda tenta, assim como no ataque, encontrar a melhor formação.

Entre os volantes se destacam três: Cerro, Videla e Vismara, esse último que chegou do Huracán, vice-campeão da Sul-Americana. No gol está o experiente Saja, de 36 anos.

Para chegar à Libertadores, o Racing teve que disputar um torneio classificatório na Argentina, que garantia uma vaga na competição continental. Na decisão bateu o maior rival Independiente e chegou à segunda edição consecutiva – a oitava da sua história.

Em 2015, o time foi eliminado pelo Guarani, do Paraguai, nas quartas de final. 01campanha no anoMas, mesmo tendo uma equipe consistente e bastante entrosada, a
temporada do Racing não começou como das melhores.

Assim como o
Atlético-MG ainda não embalou na temporada, o time argentino vem
derrapando no campeonato nacional e também não empolgou na Libertadores. Facundo Sava tenta manter o estilo ofensivo imposto por seu antecessor, Diego Cocca, mas encontra dificuldades por causa de lesões e também porque ainda não encontrou a maneira mais produtiva da equipe atuar.

No Campeonato Argentino, que é dividido em dois grupos de 15 times cada um, o Racing é apenas o sétimo colocado da “Zona 2” com 16 pontos, 12 a menos que o líder Lanús, faltando cinco rodadas para o término da competição, e praticamente não tem chances de estar na final. São quatro vitórias, quatro empates e três derrotas.

Na Libertadores, o time disputou a primeira fase, conhecida como pré-Libertadores, eliminando o Puebla, do México, com um empate e uma vitória. Na fase de grupos, ficou em segundo lugar e conseguiu duas vitórias, três empates e uma derrota.

O time se classificou como o quarto melhor da segunda fase. Ainda na pré-temporada, no Torneio de Verão – série de amistosos entre times argentinos – venceu dois jogos e perdeu uma.

01caldeirão no cilindroAlém da equipe, o Atlético-MG também terá que enfrentar a pressão de atuar no estádio Cilindro, em Avellaneda. Oficialmente, ele chama Presidente Juan Domingo Perón, em homenagem ao político que facilitou a construção do estádio, que ficou pronto em 1950,  mas é chamado pelo outro nome carinhosamente por causa do seu formato.

 Junto com a Bombonera, do Boca Juniors, o estádio do Racing é talvez um dos maiores caldeirões do futebol argentino. Em partidas de grande apelo, fica lotado e balança quando a torcida se empolga.

O caldeirão tem capacidade para 50 mil torcedores.
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Fonte: Globo Esporte