A Primeira Liga tem sua primeira crise para resolver. Os clubes membros do grupo se reuniram na tarde desta terça-feira, em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, e saíram sem um consenso sobre as datas para 2017. Em encontro no último dia 2, foi definido o formato com 16 clubes e sete datas e posteriormente a proposta foi passada para a CBF.

A entidade respondeu com alguns ajustes: três datas em janeiro, e o restante em fevereiro. O modelo foi considerado inadequado por boa parte dos filiados, e se criou o debate.

>> Primeira Liga escolhe novos vice e CEO, e define sete datas para 2017Uma pessoa presente na reunião, que não quis se identificar, contou que todos se irritaram com a postura do ex-presidente do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia. Ele, que atualmente preside o Conselho Deliberativo do Furacão, teria tomado a palavra por muito tempo com discursos políticos contra a CBF e seus parceiros, o que causou o atraso na discussão das pautas da reunião.

– Chegou uma hora que todos queriam ir embora, não aguentavam mais. Isso tudo vai contra o que queremos, que é a união dos clubes.

A proposta da CBF é de que a Primeira Liga se inicie em 18 de janeiro e, ainda no primeiro mês do ano, tenha jogos no dia 25 e 29. A tabela foi considerada inviável por alguns e, devido a falta de consenso, nada foi decidido.

O presidente do Cruzeiro e da Liga, Gilvan de Pinho Tavares, deixou o local apressado para pegar seu voo de volta a Belo Horizonte e se limitou a declarar que vai esperar uma definição para levar à CBF.- Nós demos um prazo para os clubes para analisar a proposta e depois levarmos as datas para a CBF – declarou Gilvan.

Outros dirigentes, também apressados, não esconderam o descontentamento com a discussão. O presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, reclamou da falta de diálogo.

– O problema é que cada clube defende seu interesse, só isso – declarou Pallaoro, enquanto entrava em seu táxi.Peter Siemsen, presidente do Fluminense, equipe campeã da primeira edição do torneio, também lamentou os entraves sofridos pelo grupo e teme que a difícil negociação das datas seja um obstáculo para a realização do campeonato em 2017.

– O Fluminense acredita na competição desde o início e trabalha para que a Liga se imponha no calendário nacional. Seria uma decepção muito grande se não houvesse uma decisão – comentou Siemsen.

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Fonte: Globo Esporte