A PRATA DE 1988A PRATA DE 2000A PRATA DE 2014Talvez Douglas Santos nem pense nisso. Mas quando entrar em campo neste sábado, no Maracanã, não estará apenas brigando pelo ouro inédito para o futebol brasileiro. Ele pode se tornar também o maior atleta olímpico da história do esporte paraibano, superando as pratas conquistadas por Mazinho (Seul, 1988), Zé Marco (Sysney, 2000) e Hulk (Londres, 2012).

Titular absoluto do time de Rogério Micale, Douglas Santos começou a Olimpíada do Rio de forma tímida. Foi substituído nos dois primeiros jogos, contra África do Sul e Iraque, e temeu perder um lugar no time.

No entanto, deu a volta por cima contra a Dinamarca e, de lá para cá, não deixou de ser uma das principais opções ofensivas da Seleção Brasileira.- Todo jogador sonha com um momento como esse, de disputar uma final olímpica.

É uma conquista importante não só para nós, mas para todo o Brasil. Então é mentalizar em fazer um grande jogo e sair com essa vitória – disse o paraibano, lateral do Atlético Mineiro, em entrevista ao repórter Lucas Barros, da TV Cabo Branco.

Brasil e Alemanha decidem a medalha de ouro neste sábado, a partir das 17 horas, no Maracanã. Abaixo, as três medalhas já conquistadas por atletas paraibanos em Olimpíadas:01A PRATA DE 1988A Paraíba persegue um ouro olímpico desde Seul 1988.

Naquela oportunidade, o também lateral Mazinho fazia parte da Seleção Brasileira, que tinha, entre outros, o goleiro Taffarel, o lateral Jorginho, e os atacantes Bebeto e Romário, todos que viriam a ser seus companheiros na conquista do tetracampeonato mundial de 2014.A prata naquele ano foi um castigo para a Seleção Brasileira, que fez uma campanha irretocável até a final contra a União Soviética Na primeira fase, passou por Nigéria (4 a 0), Austrália (3 a 0) e Iugoslávia (2 a 1).

No mata-mata, passou por Argentina (1 a 0) e Alemanha (1 a 1, com 3 a 2 nos pênaltis). Só perdeu a final para os soviéticos por 2 a 1.

Romário terminou como artilheiro da Olimpíada, com 8 gols.01A PRATA DE 2000Zé Marco chegou à Olimpíada de Sydney, em 2000, como um dos favoritos ao ouro no vôlei de praia.

Jogando ao lado de Ricardo, era a dupla número 2 do Brasil, atrás somente de Emanuel/Loiola. Sem tanta pressão, teve uma estreia tranquila contra Bjorn Berg e
Simon Dahl, da Suécia, vencendo por 15 a 5 – na época, o vôlei de praia era disputado em apenas um set.

Com isso, Zé Marco e Ricardo avançaram direto para as oitavas de final. Com mais dificuldade, superaram Oliver Stamm e
Nikolas Berger, da Áustria, por 16 a 14.

Com a eliminação de Emanuel/Loiola nessa fase, a dupla do paraibano passou a carregar toda a esperança de medalha do Brasil no vôlei de praia em Sydney. Zé Marco e Ricardo chegaram à decisão com vitórias sobre John Child e
Mark Heese, do Canadá (15 a 13); e depois sobre Jörg Ahmann e
Axel Hager, da Alemanha (15 a 5).

A decisão, a única partida em dois sets, foi contra os americanos Dain Blanton e Eric Fonoimoana. Mesmo com todo favoritismo, o paraibano e o baiano acabaram derrotados por 2 a 0, com parciais de 12 a 11 e 12 a 9.

Era a segunda chance de ouro desperdiçada pelo esporte paraibano.01A PRATA DE 2012Em Londres 2012, mais uma chance de ouro desperdiçada no futebol.

Desta vez, o paraibano que estava em ação era Hulk, então uma das apostas de Mano Menezes de jogadores acima de 23 anos. O Brasil passou sem sustos pela primeira fase, com vitórias sobre Egito (3 a 2), Belarus (3 a 1) e Nova Zelândia (3 a 0).

No mata-mata, despachou Honduras (3 a 2) e Coréia do Sul (3 a 0). A decisão foi contra o México.

E o sonho do ouro acabou com dois gols de Peralta. Nos acréscimos, Hulk ainda chegou a marcar – o único gol dele na Olimpíada – o que não foi suficiente para tirar a vitória mexicana.

O placar de 2 a 1 terminou com mais uma frustração olímpica para o esporte paraibano.
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Fonte: Globo Esporte