1) MOTIVAÇÃO2) POSSE DE BOLA3) Cazares? robinho? luan?4) CAMPO DE GUERRA5) MARCAÇÃO NAS LATERAIS6) UÍLSON7) FALTOU PERNA

O Atlético-MG entrou em campo precisando de um empate para garantir a classificação para a próxima fase da Libertadores. Mas esqueceu de apresentar um futebol que assegurasse pelo menos um ponto. Na primeira derrota fora de casa na competição, o Galo não jogou bem.

Caiu por 3 a 2 diante do Independiente del Valle. Teve pouca posse de bola e falhou nas jogadas pelas laterais.

Jogadores como Robinho, Cazares e Luan, geralmente destaques do time, tiveram atuação apagada. O goleiro Uilson, assim como no clássico com o Cruzeiro, falhou de novo.

E, no fim do jogo, faltou perna.O comentarista do Sportv Henrique Fernandes listou os sete erros que custaram a derrota dos comandados do técnico Diego Aguirre em Quito, no Equador.

A equipe volta a jogar na quinta-feira que vem contra o Melgar, no Mineirão.011) MOTIVAÇÃO- Para o Atlético, o jogo não era
mais do que a primeira chance para garantir a classificação.

Uma derrota, como
aconteceu, tem pouco efeito na tabela de classificação. Mesmo que o time quisesse
definir a situação o quanto antes, é bem diferente de um jogo de vida ou morte,
como era para o Independiente del Valle.

É natural que haja uma desmobilização dos
jogadores diante deste cenário. Na próxima semana, contra o Melgar, com a
necessidade de pelo menos um ponto, a tendência é que vejamos um Atlético mais
motivado, e isso se reflete diretamente na concentração do time em campo e na
intensidade do jogo.

012) POSSE DE BOLA

– O pecado mortal do Atlético em
Sangolquí foi ficar pouco com a bola no pé. Se formos nos ater às estatísticas,
até há equilíbrio: 50% de posse para cada time.

A posse atleticana, porém, não
teve qualidade. Em um time técnico como o do Atlético, é importante ter a bola
próximo a área do adversário.

Durante quase todo o jogo, o Galo não conseguiu
essa posse mais ofensiva, exceto por uma pressão nos minutos finais, já com o
Independiente mais interessado em segurar o resultado, e, portanto, mais
recuado.013) cazares? ROBINHO? luan?- Foi uma noite apagada de três dos
melhores jogadores do Atlético-MG.

Como o Del Valle tem jogadores abertos com
ótimo preparo físico (Julio Ângulo e Cabezas), o time equatoriano saía em
velocidade e se fechava com naturalidade, deixando só Junior Sornoza e Pita à
frente. A linha de meias no momento defensivo, com Julio, Cabezas e mais
Rizzotto e Orejuela, neutralizou muito bem os jogadores criativos do Atlético.

O
Galo só conseguiu ser efetivo quando Pratto saiu da área (enquanto teve pernas
para isso), ou quando algum jogador de trás se apresentou à frente, como vimos
no lance do gol de Júnior Urso, entrando na área para finalizar. Mas foi
difícil sair gente de trás no Atlético-MG com os contra-ataques do Del Valle e a
velocidade dos homens de frente do time equatoriano incomodando a todo momento.

 

014) CAMPO DE GUERRA
– O treino de segunda-feira já tinha dado o alerta sobre a
qualidade do gramado do Rumiñahui. A chuva antes do jogo completou o
serviço.

O gramado ruim atrapalha os dois times, é verdade, mas o Del Valle é
mais habituado ao campo e tem time menos técnico. O Atlético sofreu demais para
a troca de passes e jogadas curtas em velocidade.

Pelo menos duas vezes pudemos
ver Robinho reclamando do gramado, apontando para um tufo de grama. 

015) MARCAÇÃO NAS LATERAIS
– Defensivamente, o Atlético-MG teve
problemas para lidar com o jogo do Independiente pelos lados do campo.

O time
equatoriano tem dois pontas agudos, velozes, e explorou isso o tempo todo. Foi
de Cabezas o primeiro gol, e Julio Ângulo fez a jogada do pênalti do Del Valle.

Um sofrimento durante todo o jogo para Marcos Rocha e Douglas Santos. Além
disso, quando os pontas passavam em velocidade pelos laterais do Atlético,
davam de cara com a cobertura dos zagueiros Erazo e Leonardo Silva, lentos, que
normalmente não conseguiam retomar a posse da bola.

Até percebendo o espaço dos
lados, Junior Sornoza, o mais técnico jogador equatoriano, também apareceu
bastante pelos dois lados, apoiando os jogadores que lá estavam. Mesmo sem
laterais ofensivos, o Del Valle conseguiu fazer um estrago jogando por ali.

 

016) UÍLSON – Mais uma vez, o jovem goleiro do
Atlético não esteve à altura do desafio. O gol de falta de Junior Sornoza, no
canto do goleiro em uma cobrança a meia altura, muito provavelmente teria sido
defendido por arqueiro mais habituado a jogos na altitude.

Pelo posicionamento
de Uílson antes da cobrança, nota-se que ele ficou mais centralizado no gol,
talvez esperando uma cobrança encobrindo a barreira, no canto esquerdo. Como se
sabe, na altitude a bola corre um pouco mais, o que pode ter deixado o jovem
goleiro inseguro quanto ao tempo para chegar nela caso ela fosse cobrada, de
fato, na esquerda.

Sornoza não só percebeu o posicionamento de Uílson como
apostou na batida no canto direito e foi feliz. Vale citar também a presença de
dois jogadores do Del Valle na barreira, tirando um atleticano dela na base do
empurra-empurra e atrapalhando a visão de Uílson, que só conseguiu visualizar a
bola depois que ela passou da barreira.

 

017) FALTOU PERNA

– Mesmo com dificuldades, o
Atlético conseguiu, nos minutos finais, uma pressão sobre o Del Valle. Os
pilares dessa pressão foram os avanços de Júnior Urso, Marcos Rocha e Douglas
Santos, já como um meia pela esquerda com a entrada de Carlos César para jogar
na lateral-esquerda.

O time conseguiu prender o Del Valle no campo de defesa a
ponto de, em alguns momentos, Leonardo Silva ter se mandado para a área à espera
de uma bola pelo alto. Os equatorianos, já sem Julio Ângulo e Junior Sornoza,
dois de seus melhores jogadores, contra-atacavam bem menos com Uchuari e Jose
Ângulo.

O cenário melhorou para o Galo, mas neste momento, como é natural,
bateu o desgaste físico, e o time pouco produziu. Ainda assim, teve uma chance
clara de empate na última bola do jogo, de cabeça, com Erazo.

Não deu.
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Fonte: Globo Esporte