Depois de sete jogos sem vencer, a paciência do técnico
Marcelo Oliveira parece ter chegado ao fim no Atlético-MG. O treinador, que
chegou elogiando o time e o elenco, já começa a mudar o discurso, que passa a
ser de cobrança e crítica. A derrota para o Inter por 2 a 0, que manteve o time na zona
de rebaixamento – é o 18º colocado, com sete pontos – parece ter sido a gota d’água
para o treinador, que não gostou da maneira com que o Atlético-MG se portou no
Beira-Rio.


Teve alguns jogos que oscilamos, contra o Vitória, Atlético-PR,
Sport, quando fizemos quatro gols e jogamos bem, mas oscilamos durante a
partida. Oscilamos no clássico e erramos, o adversário aproveitou as nossas
falhas e, hoje (ontem) da mesma forma.

Embora o Inter venha com um time
encaixado, tem muita velocidade e marcação. Hoje (ontem) acho que, no segundo
tempo, rodamos a bola, coisa que não aconteceu no primeiro tempo.

Tenho
esperança que a nossa primeira vitória possa nos remeter a um novo caminho.
Quando vim para cá, vim com um sentimento que o Atlético-MG é forte, mas
precisa mostrar também.

Qualquer jogador que esteja
jogando no Atlético pode sair. Todos estão com a perspectiva de jogarPerguntado se o goleiro Victor poderia deixar a equipe, já
que o time tem a meta mais vazada da competição, ao lado do Coritiba, com 15
gols sofridos, Marcelo rechaçou a hipótese, mas destacou que ninguém tem
cadeira cativa no time.

 O treinador criticou todo o sistema defensivo do time,
a começar da recomposição e do combate no ataque.- Não tem esse entendimento.

Qualquer jogador que esteja
jogando no Atlético pode sair. Todos estão com a perspectiva de jogar.

Victor
vai continuar, tem toda credibilidade. As bolas estão chegando muito próximas
dele.

Precisamos corrigir o sistema defensivo e, às vezes, esse erro acontece
no meio ou no ataque. Precisamos ter precisão na hora de chegar e atacar.

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Fonte: Globo Esporte