Troca de técnicoscontrataçõesdesfalquesdepartamento de futebole os artilheiros?defesas vazadasfator casaNão é a toa que Minas Gerais está com os três representantes na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro pela primeira vez na história da competição. Ao término da oitava rodada, América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro ocupavam a 20ª, 18ª e 17ª posições, respectivamente, todos dentro do Z-4. Decisões questionáveis fora de campo apenas refletem na fase ruim dos times dentro das quatro linhas, onde os três mineiros conquistaram apenas 20 pontos dos 72 possíveis até aqui, com um aproveitamento de 27%.

O GloboEsporte.com listou sete motivos para justificar o início ruim de Coelho, Galo e Raposa.

01Troca de técnicosOs três clubes começaram o Campeonato Brasileiro mexendo no comando das equipes. Sem treinador desde as semifinais do
Campeonato Mineiro, o Cruzeiro trouxe o português Paulo Bento.

A demora na
definição pelo estrangeiro atrasou a preparação da equipe. Mesmo com três semanas de intervalo desde a eliminação no Estadual até o início do Brasileirão, Bento só assumiu a
equipe cinco dias antes da partida contra o Figueirense, pela segunda rodada da
competição.

Até agora foram duas vitórias em sete partidas, sem repetir a escalação do time de um jogo para o outro.A eliminação na Libertadores provocou a saída de Diego Aguirre do
Atlético-MG.

Curiosamente, foi com ele que o Galo conseguiu a única vitória no
Brasileiro – contra o Santos na primeira rodada da competição. Com Marcelo
Oliveira, o time alvinegro vem de sete jogos sem vencer na disputa.

No
América-MG, o jejum de vitórias nas cinco primeiras partidas pelo Brasileirão derrubou
Givanildo Oliveira. O clube trouxe o português Sérgio Vieira, que chegou projetando títulos e Libertadores, mas acumula duas
derrotas em dois jogos na competição.

01contrataçõesDos 40 reforços contratados
neste ano por América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro, poucos se encaixaram como titulares e contam com aval da torcida. Nomes de peso como Robinho e
Clayton ainda não justificaram o investimento da diretoria do Galo.

O equatoriano Cazares teve um início promissor, mas, na fase decisiva da Libertadores, foi sacado do time pelo técnico Diego Aguirre, sem uma explicação clara.No Cruzeiro, o argentino
Sánchez Miño, o mais atuante entre os contratados, rescindiu o
vínculo e deixou o clube.

O meia Robinho, que chegou com grande expectativa,
está no departamento médico, pela segunda vez em pouco mais de um mês, tratando da mesma lesão. Dos 20 atletas que o América-MG trouxe, cinco já
deixaram a equipe.

No última quarta, seis desses reforços estiveram em campo,
na derrota para o Botafogo.01desfalquesOs três treinadores ainda não
puderam usar força máxima dos elencos.

Os departamentos médicos do trio mineiro
andam movimentados neste início de Campeonato Brasileiro. Marcelo Oliveira
chegou a ter 11 desfalques para o jogo do Atlético-MG contra o Vitória, pela quarta rodada da
competição, por causa de lesões e jogadores convocados.

No América-MG, peças
importantes como o lateral Jonas, os volantes Pablo e Tony e o atacante Victor
Rangel convivem com problemas físicos desde a reta final do Mineiro. No
Cruzeiro, as baixas por suspensão aumentam as dificuldades de Paulo Bento.

Contra o Flamengo, na última rodada, foram seis desfalques por cartões e
lesões, sem contar os atletas que estão em tratamento no DM, desde o Estadual, como os zagueiros
Dedé e Judivan.01departamento de futebolCoincidentemente, os
departamentos de futebol das três equipes não vivem tempos de tranquilidade.

No
Atlético-MG, Eduardo Maluf pediu licença para tratar da saúde. O presidente
Daniel Nepomuceno acumulou as tarefas e liderou as contratações do atacante Fred e do lateral Fábio
Santos, nas últimas semanas.

O América-MG começou o ano sem um profissional na função. Sidiclei
Menezes chegou às vésperas do início do Campeonato Brasileiro e tem se esforçado diante da realidade do clube no mercado.

No Cruzeiro,
a diretoria é contestada por parte da torcida por causa das contratações
feitas até agora, sem demandar alto investimento, em nome da saúde financeira do time celeste.01e os artilheiros?As referências de ataque do
trio mineiro ainda não vingaram neste Brasileiro.

No Atlético-MG, Lucas Pratto não estreou no Brasileiro, por causa de lesão na panturrilha direita.
Fred chegou balançando as redes no clássico, mas não conseguiu ajudar a reverter a sequência negativa
do clube.

No Cruzeiro, a falta de um centroavante faz a diretoria se mexer. Com apenas um gol
no ano, Willian perdeu a condição de titular na equipe, enquanto Riascos tenta
se encontrar no clube.

Victor Rangel tem dois gols pelo Coelho no Brasileiro,
mas os problemas físicos impedem que ele tenha uma sequência em campo.01defesas vazadasApesar do respaldo de Victor,
Fábio e João Ricardo com os torcedores, o setor defensivo dos três clubes tem
irritado as torcidas.

Atlético-MG, com 15 gols sofridos, tem a pior defesa do
campeonato, ao lado do Coritiba. Os números de América-MG, com 14, e Cruzeiro,
com 12 gols sofridos, também são parecidos.

Em comum, os desfalques na zaga têm
atrapalhado o planejamento dos treinadores, mas as falhas individuais também
foram responsáveis pela perda de pontos, que podem fazer falta mais tarde.01fator casaA fase do Cruzeiro como mandante
é crítica.

Além de não vencer nenhum jogo em casa, pelo Brasileiro, a relação
do time celeste com o Mineirão passa por momentos de turbulência. A Minas Arena,
concessionária que administra o estádio, acionou o Cruzeiro, por causa de
dívida de cerca de R$ 9 milhões do clube com relação a custos operacionais.

Do outro lado, a
direção da Raposa entrou na Justiça pedido a rescisão do contrato com a
administradora, também cobrando dívida em relação a prejuízos em decorrência
de outras ações movidas por torcedores.O América-MG vive problemas
administrativos em relação ao Independência.

Além da pequena presença de
torcedores no estádio, com média de 1.758 pagantes por partida, a Justiça interditou financeiramente o estádio, devido a
irregularidades encontradas pelo Ministério Público nas obras de reforma
da arena do Horto.

Desde a reta
final do Mineiro, a expressão “caiu no Horto, tá morto” tem sido
colocada em xeque. Derrotas seguidas prejudicaram o clube na fase decisiva do
Campeonato Mineiro.

O triunfo sobre o São Paulo não veio com o placar necessário,
e o Galo acabou eliminado na Libertadores. Pelo Brasileiro, desde a chegada de
Marcelo Oliveira, foram três jogos sem vitória, com o rival Cruzeiro abrindo
sequência de quatro partidas sem perder um clássico no Independência.

Depois de enfrentar a Ponte Preta, no domingo, no Horto, a diretoria do Galo vai levar o jogo contra o Corinthians para o Mineirão, na próxima quarta-feira.
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Fonte: Globo Esporte