Tango. Dança típica da região do Rio da Prata, na divisa da
Argentina com o Uruguai. São os naturais dos dois países que sabem bem como
tratar quando o assunto é o ritmo e compasso da melodia.

Um bom tango de Carlos
Gardel define bem o que foi a suada vitória do Atlético-MG sobre o Racing, que
recolocou o time alvinegro nas quartas de final da Libertadores após duas
eliminações em sequência nas oitavas.SAIBA MAISGol, trave, pênalti e zagueirão: noite de Lucas Pratto tem de tudo no HortoAguirre exalta atuação de Pratto e define: “Talvez o símbolo da vitória”Lucas Pratto despacha Racing e é o melhor do Galo; Robinho decepciona

O ritmo melancólico e dramático não foi bem dançado por
Robinho, que curte mesmo é um samba.

Principal reforço da temporada, o atacante
esteve longe de ser destaque. Apagado e errando muitos passes, o camisa 7
assumiu a função de armador na ausência de Cazares e Dátolo, mas pouco criou.

Quem também caiu na dança dos argentinos foi a marcação
atleticana, principalmente do lado direito. Sem o auxílio costumeiro de Luan ou
Júnior Urso, Marcos Rocha sofreu com Acuña.

Pior ainda quando Lisandro López caía
pelo seu setor. Foi assim que surgiu a principal chance de perigo do Racing no
primeiro tempo, e também o pênalti, que originou o gol.

O tento argentino causou
todo o drama, bem característico dos tradicionais tangos.Para dançar no mesmo ritmo dos argentinos e buscar a classificação,
nada melhor do que alguém que fala a mesma língua e entende o ritmo
característico do bairro de La Boca, em Buenos Aires.

Ai entrou Lucas Pratto. O
estilo não era muito clássico, mas foi o necessário para colocar o Atlético-MG
nas quartas.

Com o placar do Horto mostrando 1 a 1, o Urso apareceu.

De costas para a zaga, fez um movimento que pode ser
comparado aos tangos dançados no “Café Tortoni”, em Buenos Aires.

Girou e quase
colocou o Galo em vantagem, mas parou na trave. Quando precisou, correu quase
60 metros do campo de ataque até a defesa para evitar um contragolpe.

Caiu pela
esquerda, se deslocou para a direita, mas a maioria do tempo jogou
centralizado, brigando contra Vittor e Sanchez. Faltando 20 minutos para o fim
do musical, fez o gol que tranquilizou.

De cabeça, fez o Independência explodir.

Para seguir parecendo um tango, era necessário o último
drama.

E ele veio com Pratto de protagonista. O argentino, que nunca havia
perdido um pênalti na carreira até 2016, perdeu o segundo seguido.

Parou nas
mãos do goleiro Ibáñez, que mais tarde, já no desespero, tentaria
transformar a noite do Racing em uma festa digna de samba. O arqueiro se
arriscou na área de Victor para buscar o empate e a classificação, mas sem
sucesso.

Fecham-se as cortinas da casa de shows, classificação atleticana para
as quartas de final.
.

Fonte: Globo Esporte