Aos poucos, o treinador atleticano Marcelo Oliveira passa a ter mais jogadores à disposição. No clássico deste domingo, por exemplo, já contou com a volta do capitão Leonardo Silva, reforçando a defesa, e com a estreia de Fred no ataque. O Galo, teoricamente, era mais forte do que aquele que entrou em campo nos últimos jogos, mas o resultado, novamente, foi ruim: derrota por 3 a 2 para o Cruzeiro.

E segue sem vencer sob o comando do treinador, que assumiu na segunda rodada.Marcelo Oliveira não vence um clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro desde julho de 2013 –  quando a Raposa goleou o Galo por 4 a 1, no Mineirão.

Desde então, foram sete derrotas e cinco empates. No Independência, o treinador não ganha um clássico há oito jogos, com quatro derrotas e três empates.

Desde que voltou ao Galo, comandou o time em seis jogos, com quatro empates e duas derrotas. Marcelo lamentou mais este resultado ruim, mas disse que não dá para usar os desfalques como desculpa, já que a maior parte do time é formada por jogadores que estão jogando regularmente na temporada.

Não podemos depositar nisso (desfalques) a derrota, usar como desculpa.- Improvisamos só do lado esquerdo, o resto do time são
jogadores que vinham jogando em algum momento, independente de serem titulares
ou não.

Não podemos depositar nisso a derrota, usar como desculpa. O cruzeiro
utilizou o nosso erro.

Eles vinham atrás, deixava o time sair, criavam
dificuldades pra gente sair, era feito muita ligação direta. Eles usaram nosso
erro pra contra-atacar e chegar.

O gol de bola parada, pela capacidade de
cabeceio dos nossos zagueiros, a gente não poderia levar.Falhas coletivasO jogo foi decidido em falhas coletivas da defesa do Atlético-MG e em lances rápidos do ataque cruzeirense.

Além disso, um dos gols do time celeste foi em um lance de bola parada. Marcelo Oliveira garante que tudo isso foi passado aos jogadores antes da partida, o que não evitou a derrota.

– Eles utilizaram um time de mais mobilidade, velocidade,
usando nosso erro. Foi assim que eles conseguiram chegar.

Nós fizemos o gol, e
nas duas vezes não usufruímos bem o efeito do gol. No primeiro gol, cinco minutos
depois eles empataram.

Depois, num momento psicológico bom, quando empatamos,
logo depois levamos o gol. Os gols saíram em situações de infelicidade, coisas até primárias
que a gente ensaiou, treinou.

Uma era o contra-ataque do Cruzeiro, que viria
muito forte. Tínhamos essa expectativa da volta do Alisson, que é muito rápido,
e a bola parada.

A gente conhece muito bem o Bruno (Rodrigo), sabe que ele é um
ótimo cabeceador, e acabou aparecendo sozinho. O adversário fez o gol com muita facilidade, em jogadas de erro, de
posicionamento, o que cabe a mim corrigir, ou de desatenção.

Estamos no início do
trabalho, ajustes precisam ser feitos, e nesse momento temos que ficar fortes,
analisar, cobrar e organizar para tentar a reabilitação no próximo jogo.O próximo jogo é longe de Belo Horizonte.

Na próxima quinta-feira, o Atlético-MG enfrenta o Internacional, às 19h30 (de Brasília), no Beira-Rio. O time gaúcho é o atual líder do Campeonato Brasileiro, com 16 pontos.

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Fonte: Globo Esporte