Aos 32 anos Robinho está de bem com a vida. Artilheiro do campeonato
mineiro, classificado na Copa Libertadores e exibindo bom futebol pelo Atlético
Mineiro, ele está feliz e se dá ao luxo de sonhar com um retorno à seleção
brasileira. No papo com o Esporte Espetacular, o camisa sete do Galo conta
também que sua família se adaptou bem a Belo Horizonte, dá sua visão sobre o
futebol chinês e sobre o papel de Neymar como capitão da equipe de Dunga.

(clique no vídeo e veja a entrevista de Maíra Lemos)

 

Vindo da China, Robinho mostrou que chegou em boa forma física e técnica. Em menos de três meses no Galo já marcou 10 gols em 12 jogos.

É o artilheiro isolado
do campeonato mineiro com nove gols em oito jogos e na Taça Libertadores marcou
uma vez nas quatro partidas que disputou. 

 


Tomara Deus que continue assim,
claro que objetivo principal é o coletivo.

O objetivo é ser campeão por que aí
você marca sua história no clube.

 

A boa fase o permite sonhar em voltar à seleção brasileira.

Vestindo a amarelinha,
o “Rei das Pedaladas” já marcou 30 gols em 97 partidas.

 

– Enquanto eu for jogador
profissional não vou abrir mão disso.

Mas com calma, fazendo bom trabalho aqui
no Galo, esse é o caminho. Não conversei com Dunga não, mas conheço os métodos
dele, fui um dos jogadores que mais fui convocado na era Dunga e sei que a
melhor maneira de eu ir para a Seleção e ser convocado novamente é continuar
jogando da maneira que estou jogando aqui no Galo.

 

Mesmo fora do grupo de Dunga, Robinho vê Neymar pronto para assumir a
responsabilidade de ser o capitão da seleção por sua superioridade técnica
dentro do elenco. 

 

– Eu acho que o Ney
tem uma liderança por ele próprio por conta da capacidade que possui.

O Neymar
dispensa apresentações. Acho que a liderança dele é uma liderança técnica.

Ele
não é aquele jogador estilo capitão Dunga, que era mais rígido, que brigava
toda hora. Só que pela qualidade que ele tem ele é um líder, que decide os
jogos, um jogador que faz gols, é nossa principal estrela, então acho que ele
pode ser capitão sim.

 

Distribuindo sorrisos e simpatia durante o papo na Cidade do Galo,
Robinho conta que ele e sua família, incluindo os filhos Robson Júnior e
Gianluca,  se adaptaram tranquilamente a
Belo Horizonte e que até os cruzeirenses tem sido simpáticos com ele.

 

 – Tenho alegria de menino por que eu vivo todos os dias o meu
sonho que era ser jogador de futebol.

Graças a Deus eu não tenho um motivo pra ficar triste, eu
jogo futebol, faço o que eu mais gosto, minha família está com saúde.
Meus filhos vem sempre na Cidade do Galo, principalmente o mais velho que é desesperado com futebol
e pede para vir quando não está no colégio ou é feriado.

O pequeno vem mais
pela farra pela bagunça, mas o mais velho adora, tomara que seja jogador e
venha jogar no Galo quando crescer. Aqui em BH eu fui bem recebido na cidade toda,
o pessoal mineiro é muito receptivo, e mesmo torcedores do Cruzeiro me tratam
sempre com carinho e com respeito.

 

O Atlético Mineiro é o sexto clube da carreira de Robinho, que já jogou
no Santos, Real Madrid, Manchester City, Milan e Guangzhou Evergrande, no
emergente futebol chinês, que ele analisa e elogia.

 

 – Sobre o futebol chinês eu acho que fisicamente
é a mesma coisa, já que a preparação física hoje é funcional, academia, parte
física e parte aeróbica.

Já tecnicamente está evoluindo pela quantidade de
jogadores de fora que foram para lá. Claro que são só quatro jogadores (não-asiáticos
em campo a cada jogo) até porque se abrir o leque vai ser mais difícil para os
chineses jogarem, mas acho que é um futebol que está em crescimento.

Agora,
quem vai para lá fica mais difícil ser visto, até pela seleção. É claro que é
mais difícil ser visto.

Os jogadores que foram agora pra China e foram para a seleção
foi pelo trabalho que eles fizeram aqui no Brasil.
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Fonte: Globo Esporte