NACIONAL-URU x CORINTHIANSRACING X ATLÉTICO-MGGRÊMIO x ROSARIO CENTRALSÃO PAULO x TOLUCAHURACÁN x ATLÉTICO NACIONALDEPORTIVO TÁCHIRA x PUMAcERRO PORTEÑO x BOCA JUNIORSINDEPENDIENTE DEL VALLE x RIVER PLATEO GloboEsporte.com analisou os 16 times que superaram a fase de grupos da Taça Libertadores em busca do título mais cobiçado das Américas, e ao menos na frieza dos números duas equipes largaram na frente antes de a bola rolar nas oitavas de final. Boca Juniors, sempre temido, e Atletico Nacional, dono da melhor campanha até agora, foram os mais bem avaliados no somatório dos quesitos Elenco, Tradição, Momento, Torcida e Estádio.

Corinthians e São Paulo vêm logo atrás, mas com contornos diferentes. Ambos estão fora da final do Paulistão, curiosamente eliminados pelo mesmo adversário, o surpreendente Audax, mas a história na competição sul-americana é diferente.

Muito diferente. Atual campeão nacional, o Timão tem na força da torcida e no comando de Tite os requisitos para sonhar com o bicampeonato.

Do outro lado, o Tricolor Paulista possui uma credencial única entre os brasileiros: é o principal clube do país na história da Libertadores.E Atlético-MG e Grêmio? E os adversários? Confira as análises jogo a jogo, time a time, de acordo com o peso e o critério destinados a cada um, tudo detalhado mais abaixo.

O mata-mata começa nesta terça-feira, com dois jogos: Huracán x Atlético
Nacional, às 19h30, no El Palacio, em Buenos Aires, Argentina; e
Deportivo Táchira x Pumas, às 21h15, no Pueblo Nuevo, em San Cristóbal,
Venezuela. O GloboEsporte.

com transmite as duas partidas em Tempo Real. Clique aqui e confira a tabela completa da Libertadores.

ELENCO (peso 3) – Aqui é analisado não só o time-base, mas também as opções no banco de reservas que o treinador tem para a competição.TRADIÇÃO (peso 1) – Numa Libertadores, é importante também levar em consideração o desempenho histórico no torneio.

A camisa tem o seu valor.MOMENTO (peso 2) – Tradição é importante, mas a fase atual da equipe tem um peso maior.

Não só na Libertadores, mas também em torneios paralelos.TORCIDA (Peso 1) – Mistura de pressão com frequência.

Até que ponto a torcida faz barulho, empurra o time, e também a média de público. Tudo isso conta para o campo virar caldeirão.

ESTÁDIO (Peso 2) – Não é só o fator caldeirão que pesa neste caso. O retrospecto do time anfitrião também conta, bem como o fator altitude.

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Entra a pontuação apenas do mandante.01nacional-uru X corinthiansElenco – A própria torcida apontar o treinador como “craque do time” é sinal de que o elenco não é tão forte quanto o do ano passado.

O Timão não conta mais com jogadores capazes de fazer a diferença num lance individual (como Jadson e Renato Augusto), perdeu seu melhor zagueiro (Gil) e seu melhor volante (Ralf) dos últimos tempos, e até o antes contestado Vagner Love chega a fazer falta em alguns jogos (André ainda não se firmou totalmente, e o reserva imediato Luciano é um dos poucos jogadores que não fez gol este ano). O elenco atual, porém, é mais homogêneo.

O nível dos reservas não fica muito abaixo do dos titulares. Suplentes como Balbuena, Arana, Ángel Romero e Marlone já deixaram claro que são confiáveis e podem suprir eventuais ausências.

Tradição – O Corinthians foi o último grande paulista a conquistar a Libertadores, em 2012, mas tem sido figura constante na competição. Desde 2010, só ficou fora em 2014.

Mas a eliminação frente ao modesto Guaraní do Paraguai, ano passado, ainda está fresca na memória de muito torcedor.Momento – Campeão brasileiro, o Corinthians vinha sobrando no Paulistão, com a melhor campanha do torneio, até ser eliminado nos pênaltis pelo Audax nas semifinais – exatamente como foi em 2014, diante do Palmeiras, às vésperas das oitavas de final da Libertadores com o Guaraní do Paraguai.

O risco de isso abalar o elenco é grande. A ver como Tite trabalhará o lado psicológico dos jogadores.

Torcida – O Corinthians tem uma torcida que se autointitula “a Fiel”, com F maiúsculo. É o clube com maior média de público pagante como mandante em 2016, somando todas as competições (mais de 32 mil pessoas por jogo, quase 10 mil a mais que o Palmeiras, segundo colocado).

A chance de os ingressos não se esgotarem para o jogo das oitavas de final é quase nula. Nos três duelos pela primeira fase, só em um o Timão não levou ao menos 40 mil pessoas para a Arena (38.

818 contra o Santa Fe). O recorde foi diante do Cerro Porteño (42.

403 pagantes).Estádio – O retrospecto do Corinthians em sua arena este ano era impecável até a semifinal contra o Audax: 12 vitórias em 12 jogos, tendo sido vazado em apenas dois deles (Capivariano e Ponte Preta, duas vitórias por 2 a 1).

A última derrota no local foi para o Santos (1 a 2), pela Copa do Brasil, em agosto do ano passado. Mas a queda diante do time de Osasco foi nos pênaltis, após empate em 2 a 2 no tempo normal.

Elenco – Depois de um surto de caxumba no elenco, que afastou seis jogadores dos treinamentos, Gustavo Munua deve ter o grupo reforçado. No fim de semana, Gonzalo Porras e Sebastián Fernandez foram relacionados para a rodada do Campeonato Uruguaio.

O time base do Nacional é o seguinte: Esteban Conde; Jorge Fucile, Mauricio Victorino, Diego Polenta e Alfonso Espino; Gonzalo Porras, Felipe Carballo, Leandro Barcia e Kevin Ramírez; Sebástian Fernández e Nico Lopez. O atacante brasileiro Léo Gamalho e o volante uruguaio Sebastián Eguren, ex-Palmeiras, são opções entre os suplentes.

Tradição – Tricampeão da Libertadores, o Nacional é um dos clubes mais copeiros da América do Sul. A equipe pode não ter uma técnica de encher os olhos do torcedor, mas é experiente e sabe jogar a competição continental.

Mauricio Victorino, que tem no currículo passagens pelos brasileiros Cruzeiro e Palmeiras, vive bom momento, tanto que voltou a ser convocado por Óscar Tabarez para a seleção uruguaia, líder das Eliminatórias Sul-Americanas – foi titular da Celeste contra Brasil e Peru. Na frente, o destaque é Nico Lopez, atacante com passagem pelo futebol italiano e que já marcou três vezes no torneio continental.

Momento – O Nacional, ironicamente, já rendeu muita alegria para o torcedor corintiano este ano, ao vencer as duas partidas contra o Palmeiras na fase de grupos, eliminando o arquirrival alvinegro. O clube de Montevidéu, aliás, avançou às oitavas de final da Libertadores apenas com os dois triunfos sobre o Verdão – nos demais confrontos contra River Plate, do Uruguai, e Rosario Central, da Argentina, foram três empates e uma derrota.

Torcida – O apoio da torcida do Nacional em Montevidéu deve ser um dos aliados dos uruguaios. Contra o Palmeiras, os uruguaios tiveram bom apoio até em São Paulo.

Mas o retrospecto como mandante poderia ter sido melhor: uma vitória, um empate e uma derrota.Estádio – O estádio Gran Parque Central é um dos palcos mais tradicionais do futebol sul-americano.

Fundado em 1900, o histórico local foi palco da primeira partida de Copas do Mundo, em 1930. Mesmo em processo de modernização, o estádio mantém características que favorecem aos donos da casa, como a proximidade do alambrado do banco de reserva e dos gols.

01RACING x ATLÉTICO-MGElenco – O Atlético-MG foi o quarto mais bem colocado na classificação geral e tem um dos times mais fortes da Libertadores. O meio-campo mostra muita marcação e pegada, mas também sai jogando bem para o ataque.

No banco, o técnico Diego Aguirre tem boas opções para mexer na equipe, principalmente do meio para frente. A defesa é o setor onde o Galo deixa um pouco a desejar, mas o entrosamento dos experientes Erazo e Leonardo Silva vai aumentando.

Tradição – O primeiro título, conquistado em 2013, ainda está fresco na memória do torcedor atleticano, mas a vontade do bicampeonato também é grande. As últimas duas participações terminaram nas oitavas de final, sem o time conseguir avançar mais longe.

Momento – Primeiro colocado da sua chave, o Atlético-MG divide as atenções entre as oitavas da Libertadores e a decisão do Campeonato Mineiro – disputa o título em jogos de ida e volta contra América-MG nos dois próximos domingos. A confiança do time é de que pode ir bem nas duas competições.

Torcida – Apesar da melhor campanha em sua chave na competição continental e de o time estar na decisão do Mineiro, o atleticano ainda tem uma desconfiança com o técnico Diego Aguirre. Ele foi alvo de vaias de parte da torcida em alguns momentos da temporada.

No entanto, quando o assunto é Libertadores, o apoio cresce nos jogos em casa.Estádio – Ainda não está decidido onde será o jogo da volta.

Mas pouco importa se for o Mineirão ou o Independência, porque o Atlético-MG mostra sempre a sua força jogando em casa. É isso que poderá fazer a diferença contra o Racing.

Elenco – O Racing tem um elenco bastante experiente e com muita bagagem, o que pode ser fundamental neste momento da Libertadores – nomes como Saja, Diego Milito e Lisandro López podem estar disputando sua última edição da competição continental. No entanto, o destaque do time vem sendo o jovem Óscar Romero, irmão do atacante do Corinthians.

Tradição – Campeão em 1967, o Racing não vem tendo um bom retrospecto recente. A melhor colocação do time nas últimas edições foi uma semifinal em 1997.

Momento – Segundo colocado no Grupo 3, o Racing empatou os dois últimos jogos na fase de grupos e vem de um empate sem gols com o rival Independiente, no estádio El Cilindro, pelo Campeonato Argentino. Na competição nacional, aliás, não vence há quatro jogos.

Torcida – Os fanáticos torcedores do Racing vão lotar o estádio El Cilindro para o jogo de ida contra o Atlético-MG. É uma torcida que joga junto com o time e, vislumbrando a chance do bicampeonato, pode fazer a diferença.

Estádio – O El Cilindro se transforma em uma panela de pressão quando o assunto é Libertadores. Jogando em casa, foram duas vitórias, com quatro gols marcados, e uma derrota.

Empurrado pelos torcedores, o time em campo cresce e pressiona bastante durante todo o jogo.01GRÊMIO x ROSARIO CENTRALElenco – O Grêmio conta com um elenco mais qualificado em relação ao do ano passado.

O calcanhar de Aquiles talvez seja a defesa, sem um grande parceiro para Pedro Geromel – e sem o próprio, que está fora do primeiro jogo das oitavas, com caxumba. Roger conta com um time titular azeitado e que tem o acréscimo de Miller Bolaños neste momento.

Como opção, se o equatoriano iniciar, terá Bobô e Henrique Almeida, além da juventude de Pedro Rocha e Everton.Tradição – Bicampeão da América, o Grêmio tem conhecimento em disputar este tipo de competição.

Embora também seja verdade que não consegue sucesso num torneio de mata-mata como a Libertadores ou mesmo o Gauchão há algum tempo. Vive jejum de títulos e espera quebrar isso com o Tri da América.

Momento – Carrega nas costas uma eliminação no Campeonato Gaúcho, para o Juventude, neste domingo, dentro de casa. Mas o desempenho gremista tem sido bom.

Conseguiu jogar bem e ganhar da LDU na altitude de Quito e vinha de uma sequência de boas atuações. Contra o Ju, foi muito bem e pecou nas finalizações.

O 3 a 1, porém, não serviu para a classificação.Torcida – Nos jogos grandes e decisivos do ano, o público foi bom na Arena.

A promessa é de mais de 40 mil para o confronto com o Rosario Central. Além disso, o departamento de torcida do clube está trabalhando para criar uma identidade maior dos gremistas com o novo estádio.

No jogo com o Toluca, por exemplo, foi liberado o uso das fumaças coloridas que eram comuns no estádio Olímpico.Estádio – Como mandante, o Grêmio vai bem em 2016.

Tem uma derrota, para o São José, e empates em jogos importantes, diante de Inter, por Gauchão e Primeira Liga, e San Lorenzo, pela Libertadores. No histórico, porém, tem uma série de eliminações na Arena, caso por exemplo das oitavas da Libertadores de 2014, para o San Lorenzo.

Elenco – O técnico Eduardo Coudet aposta no entrosamento do time titular, pois tem peças importantes como o zagueiro Donatti, os meio-campistas Cervi e Lo Celso e o atacante Marco Ruben. Há uma mescla de crias da base e jogadores mais experientes.

As reposições, contudo, não mantêm o nível de atuação. Basta comparar o artilheiro Marco Ruben com o reserva Herrera, ex-Grêmio, Corinthians, Botafogo e Vasco, por exemplo.

Tradição – Disputou a Libertadores pela primeira vez somente em 1971 e não obteve nenhuma participação de destaque. Apesar do poderio ofensivo, fez mais pontos fora do que em casa nesta edição da Libertadores – seis contra cinco.

A maior conquista internacional foi a Copa Conmebol de 1995, quando bateu o Atlético-MG na final.Momento – Vem de um vice-campeonato argentino na temporada 2014/2015, mas em 2016 tem patinado na competição nacional.

Não vence há quatro rodadas e empatou o clássico do fim de semana em 0 a 0 com o Newell’s Old Boys. Na Libertadores, garantiu a primeira colocação do Grupo 2 ao vencer o Nacional, fora de casa, na última rodada.

Torcida – Perdeu recentemente uma invencibilidade no estádio Gigante de Arroyito que durava um ano e quatro meses. No último dia 10, foi derrotado pelo Vélez por 3 a 2, no Campeonato Argentino.

Em 2014, primeiro ano após o retorno à primeira divisão nacional, teve média de público de quase 40 mil pessoas. E com essa força que a equipe conta para avançar às quartas de finalEstádio – Estádio que abriga os “Canallas”, apelido da torcida, o Gigante de Arroyito costuma se transformar num caldeirão em jogos decisivos.

Porém, na Libertadores, o Rosario venceu somente uma partida em casa, contra o River Plate-URU. Empatou com Palmeiras e Nacional-URU.

01SÃO PAULO x TOLUCAElenco – O São Paulo tem um meia fora de série (Ganso) e um atacante promissor (Calleri, que está suspenso do primeiro jogo contra o Toluca). Mas, em várias posições, faltam qualidade e quantidade.

A começar pelo gol. Dênis mostrou que não está no mesmo nível de Rogério Ceni, que se aposentou em dezembro como um “mito” para o torcedor são-paulino.

O uruguaio Diego Lugano retornou ao clube como ídolo, mas mostrou em campo que a idade pesa e já não é mais o mesmo.Tradição – O São Paulo é o clube brasileiro com maior número de participações na Libertadores (18) e o com maior número de títulos (1992, 1993 e 2005).

Momento – A classificação foi arrancada na última rodada e num grupo considerado fácil, com um cambaleante River Plate, um fraquíssimo Trujillanos e um Strongest que só costuma aprontar na altitude. Pois o Tricolor conseguiu perder dos bolivianos no Pacaembu e não sair de um empate na Venezuela.

Esses tropeços (somados à eliminação no Paulistão com uma goleada sofrida diante do Audax, em Osasco) deixaram o técnico argentino Edgardo Bauza sob pressão. Atrasos nos direitos de imagem, mudanças na diretoria, discussões entre jogadores importantes e jejum de vitórias em clássicos também andaram tumultuando o ambiente.

O torcedor espera que a classificação épica na Bolívia tenha sido um divisor de águas na temporada tricolor.Torcida – O torcedor tricolor gosta de dizer que a relação do clube com a competição continental “é diferente” – não raro, o Morumbi fica vazio em jogos de competições regionais ou nacionais, mas lota na Libertadores.

No jogo decisivo contra o River Plate, foram 51.342 pagantes, recorde de público no Brasil este ano.

Estádio – O Morumbi não tem o conforto de uma moderna arena, mas impõe respeito, muito respeito. Em seu estádio, o São Paulo não perde para um time estrangeiro na Libertadores desde 2006 e, antes disso, não perdia desde 1987 (a derrota este ano para o Strongest foi no Pacaembu).

O último revés no Morumbi, porém, foi justamente diante de um time mexicano: 1 a 0 para o Chivas Guadalajara, em 5 de abril de 2006.Elenco – O estilo de jogo do Toluca ficou muito claro na primeira fase.

O técnico José Cardozo aposta em um time forte pelas laterais, com os cruzamentos sendo um grande aliado. Por outro lado, tem sérias dificuldades contra equipes rápidas.

A zaga mexicana não é das mais ágeis e pode se complicar diante de atacantes que valorizam a velocidade.Tradição – Esta é apenas a terceira participação do Toluca na Libertadores.

A equipe foi às oitavas de final em 2007 (classificando-se em primeiro no grupo que contava com o Boca Juniors, campeão naquele ano), mas caiu diante do Cúcuta. De volta ao torneio em 2013, ficou na primeira fase.

Os mexicanos recordistas de participações são América e Chivas Guadalajara, com sete aparições cada.Momento – Após boa campanha na primeira fase da Taça Libertadores, na qual venceu quatro dos seis jogos, o Toluca ganhou uma injeção de ânimo ao bater o América no estádio Azteca, sábado, pelo Campeonato Mexicano.

Ainda na briga para avançar às quartas de final do torneio local (é o 11°, a dois pontos do oitavo), os “Diablos Rojos” apostam na competição continental para embalar rumo ao seu centenário, que se completará no dia 12 de fevereiro de 2017.Torcida – Os torcedores do Toluca fazem muito barulho atrás dos gols, onde ficam os “barras”, os adeptos mais fanáticos.

Os visitantes ficam acanhados num canto de espaço reduzido. A pressão não está entre as maiores da Libertadores, e no México não são conhecidos por estarem entre as torcidas mais temidas.

Estádio – O estádio Nemesio Diéz é bastante acanhado e chamado pelos torcedores locais de “Bombonera de Toluca” – embora a pressão não seja tão grande quanto a do xará argentino. A arquibancada é próxima do campo, e a altitude pode pesar a favor do time da casa: são 2.

600m acima do nível do mar, o que afeta diretamente a velocidade de chutes de longe, por exemplo.01HURACÁN x ATLÉTICO NACIONALElenco – Não tem time para ir muito mais longe, mas não falta garra a esse elenco, que já passou de maneira sofrida pela pré-Libertadores e ainda atravessou um dramático acidente de ônibus em Caracas, após a classificação para a fase principal.

Liderado pelo atacante Ramon Ábila, autor de quatro gols na Libertadores, se classificou na primeira fase muito em razão da fragilidade de Peñarol e Sporting Cristal.Tradição – Se não figura entre os grandes da Argentina, tampouco pode ser chamado de pequeno.

Tem pouca tradição na Libertadores, com apenas três participações, mas voltou ao cenário continental com força no ano passado, indo até a final da Copa Sul-Americana após eliminar o River nas semis. Só acabou derrotado na grande decisão pelo Santa Fé, nos pênaltis.

Momento – A fase do time argentino não é lá essas coisas. Afinal, foi às oitavas de final com a pior campanha dentre os classificados e, se está na parte de cima da tabela do Campeonato Argentino, já não tem mais condições de disputar o título nacional.

Está sem vencer há quatro jogos e fica atrás dos demais concorrentes neste quesito.Torcida – Como toda boa torcida argentina, não merece ser menosprezada.

Comparece aos jogos do time no El palácio, tenta incomodar, faz barulho e tudo mais, mas não figura nem mesmo entre as dez maiores do futebol argentino. Tem histórico de brigas e tumulto.

Estádio – Costuma dar trabalho aos rivais que o visitam no El Palacio, outro caldeirão de Buenos Aires. Só que nesta Libertadores o time de Eduardo Domínguez teve lá seus tropeços por lá: perdeu para próprio o Nacional e empatou com o Peñarol.

Por isso, quem for jogar lá tem razões para acreditar num bom resultado.Elenco – Mais do que dono da melhor campanha da Libertadores, o Atlético Nacional é também um grande time.

Com uma formação ofensiva, o técnico Reinaldo Rueda montou um quarteto de muita movimentação na frente com Alejandro Guerra, Marlos Moreno, Jonathan Copete e Víctor Ibarbo (este último defendeu a Colômbia na Copa de 2014). A defesa pode até não estar no mesmo nível, mas ainda não foi vazada na Libertadores, o que vale créditos de sobra.

Tradição – Primeiro colombiano a conquistar a Libertadores, em 1989, leva também a fama de ser associado ao time de coração de Pablo Escobar – inclusive, muito se fala da influência do narcotraficante nas conquistas do clube. E elas não são poucas.

É o maior campeão de seu país, com 15 troféus. Polêmicas à parte, camisa é o que não falta ao Atlético Nacional.

Momento – Vive um momento incrível. Teve a melhor campanha da primeira fase da Libertadores, com cinco vitórias e um empate nas seis partidas que disputou – sem ter sofrido um gol sequer.

No Campeonato Colombiano também vai muito bem. Dos últimos 17 jogos na temporada, perdeu apenas dois.

Além disso, conquistou cinco títulos nacionais em dez possíveis desde 2011.Torcida – Pablo Escobar já não frequenta mais os jogos do clube, mas nem por isso a pressão da torcida é menor.

Uma das mais fieis do futebol colombiano, com médias que passam dos 20 mil torcedores por jogo a cada temporada, a hinchada verde é composta por muitas organizadas clássicas e é sinônimo de pressão.Estádio – Situado a 1.

500 metros de altitude, o Estádio Atanasio Girardot é um local pouco convidativo, e os números mostram bem isso. Das últimas 20 vezes em que jogou lá, venceu 19 e empatou uma.

Mas há um fio de esperança para o Huracán, responsável justamente pelo único tropeço do Atlético em sua casa neste período.01DEPORTIVO TÁCHIRA x PUMASElenco – Único venezuelano que sobrevive na competição, o Deportivo Táchira não tem time para ir muito longe e só chegou até aqui em razão da fragilidade de seus adversários.

Detalhe: com a segunda pior campanha entre os times que seguem na Libertadores. Com 11 gols sofridos, tem a defesa mais vazada deste mata-mata.

No ataque, só balançou as redes seis vezes – apenas Peñarol, Colo-Colo, Melgar, San Lorenzo e Cobresal marcaram menos na primeira fase.Tradição – É protagonista dentro da Venezuela, onde só perde para o Caracas em títulos nacionais.

Fora de lá é azarão. Apesar de ter disputado a Libertadores em 17 ocasiões, nunca deu muito trabalho.

Sempre ficou longe da disputa pela taça. Sua campanha mais marcante foi em 2004, quando terminou derrotado pelo São Paulo nas quartas de final.

Momento – Se o clube só chegou ao mata-mata graças aos resultados em casa e, entre os classificados, apenas o Huracán teve campanha pior, não dá para dizer que a fase é ruim. Afinal, o time está nas oitavas de final da Libertadores, disputa o título venezuelano rodada a rodada com o Zamora e vem de 13 jogos de invencibilidade.

Torcida – É a torcida mais fiel do futebol venezuelano, o que não significa uma grande presença de público em suas partidas. Tanto é que não é muito comum ver o Polideportivo de Pueblo Nuevo lotado.

Com capacidade para cerca de 45 mil torcedores, o estádio do Deportivo Táchira costuma receber uma média entre 10 e 12 mil presentes, dependendo da temporada.Estádio – Nesta Libertadores, está imbatível dentro do Pueblo Nuevo e chegou às oitavas graças aos três triunfos construídos em casa.

Por outro lado, não venceu um só jogo lá na edição passada, com direito a derrota por 5 a 0 para o Racing. A altitude de San Cristóbal, média de 860 metros, não chega a ser um problema para os visitantes.

Elenco – Sem grandes estrelas, o Pumas está bem na Libertadores por duas razões: a força de seu setor ofensivo e a fragilidade do Grupo 7, que teve ainda Olimpia, Emelec e o próprio Deportivo Táchira. Liderado pelo argentino Ismael Sosa, tem o melhor ataque da Libertadores ao lado do River (ambos com 17 gols).

Martínez, Britos e Herrera, além do colombiano Luis Quinóñez, compõem bem o setor ofensivo – ex-jogador de Universidade Catolica, Argentinos Juniors e Independiente, Soza é o vice-artilheiro da competição, com cinco gols.Tradição – É um dos grandes times de seu país, com sete títulos nacionais, mas tem pouca rodagem na Libertadores – até porque os times mexicanos só começaram a jogar a competição mais recentemente.

De qualquer forma, isso pouco importou na primeira fase, e os auriazules fecharam a primeira fase com a segunda melhor campanha da competição.Momento – Pela Libertadores, o momento é ótimo: foram cinco vitórias em seis jogos e a classificação com a segundo melhor campanha da competição, atrás apenas do Atlético Nacional.

Mas no Campeonato Mexicano o time é o oitavo colocado, com apenas 21 pontos em 45 possíveis. Mas vem em ascensão na liga local, com dois triunfos seguidos, e está forte na briga pela classificação para as quartas de final do Mexicano.

Torcida – Dono da quarta maior torcida do pais, atrás de América, Chivas e Cruz Azul, o time tem uma torcida relevante e que pode fazer a diferença. Mas o ativismo dos torcedores do Pumas vai além de questões dos gramados.

Em 2014, por exemplo, fez um protesto louvável dentro de um Azeta lotado por conta do caso dos 43 estudantes sumidos no país.Estádio – Na altitude de 2.

250 m da Cidade do México, o estádio Olímpico Universitário tem sido um problema para os visitantes. Afinal, desde janeiro o Pumas só perdeu uma vez dentro de sua casa – para o León, no Campeonato Mexicano.

Os times sul-americanos vêm enfrentando problemas ainda maiores na altitude da Cidade do México e perderam todos os jogos no estádio nesta Libertadores.01CERRO PORTEÑO x BOCA JUNIORSElenco – Um time com Tevez, Palacios e Gago já pode ser credenciado a qualquer título de Libertadores.

Mas não para por aí. O elenco xeneize ainda conta com nomes como Andrés Chávez, Carrizo, Cubas, Lodeiro, Insaurralde, Orión.

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A eles é possível ainda somar a experiência e o talento de Daniel Osvaldo, que não vem jogando no time titular, mas pode ser um bom reforço no mata-mata.Tradição – Falou em Libertadores, falou em Boca Juniors.

Se há alguém que merece receber nota máxima nesse quesito é o time de Guillermo Schelotto. Com seis títulos da Libertadores, o clube busca uma conquista que não leva desde 2007 para se igualar ao Independiente como maior campeão continental.

Enfim, é praticamente um embaixador do futebol sul-americano no mundo da bola.Momento – Tudo bem que o início de ano não foi dos melhores, mas agora o time de Guillermo Schelotto vive um momento de ascensão na temporada.

Após demorar a engrenar na Libertadores, com três empates nos primeiros jogos, o Boca engatou três vitórias seguidas nas rodadas finais da fase de grupos e avançou às oitavas com a liderança de sua chave. No Campeonato Argentino, a campanha é apenas regular, e uma eventual classificação para a final já não é mais possível.

Torcida – Não são raros os relatos de jogadores de visitaram a Bombonera lotada e saíram de lá com a impressão de que a torcida do Boca Juniors é uma das mais barulhentas do mundo. Os fãs xeneizes aproveitam a proximidade das arquibancadas com o gramado da Bombonera para fazerem uma festa que “assusta” os adversários, com faixas, instrumentos musicais, sinalizadores e papel higiênico voando para o gramado.

Uma das mais conhecidas do mundo, a “hinchada” Boca tem tanta personalidade que “criou” o Dia do Torcedor do Boca, que comemora anualmente no dia 12 de dezembro.Estádio – A Bombonera é um caldeirão daqueles que assusta até outros gigantes da América do Sul, e do meio de fevereiro para cá o Boca passou a se impor dentro de sua casa, como manda a tradição.

Só que Tevez e companhia perderam nada menos que seus seis primeiros jogos no estádio em 2016, e o estádio pode não significar mais a mesma ameaça de alguns anos atrás.Elenco – Tem um elenco apenas razoável com destaque para nomes como Jonathan Fabbro, Sergio Díaz e Guillermo Beltrán.

Fica para trás se comparado a outras forças do continente. Caso queira ir longe na competição, precisará fazer a diferença em outros fatores, como usar bem a experiência no torneio e não tropeçar em Assunção.

Tradição – Tem 38 participações na Libertadores e é o terceiro clube que mais disputou a competição, atrás dos uruguaios Nacional e Peñarol. Mas nunca foi além do terceiro lugar, apesar de já ter disputado as semifinais em seis ocasiões, e ainda tem um certo bloqueio em nível continental.

Agora, só não dá para falar em falta de tradição: são 31 títulos paraguaios, o que faz do Cerro o segundo maior campeão nacional.Momento – Tudo bem que deu trabalho para o Corinthians no Grupo 8 e eliminou o atual campeão da Copa Sul-Americana, Santa Fe, para ir às oitavas.

Mas a fase não chega a ser das melhores. Enquanto sofria para avançar na Libertadores, o Cerro foi jogando o Campeonato Paraguaio aos trancos e barrancos.

Após 16 partidas, passou a ver de longe o líder Sol de América. Vem de derrota em casa para o rival Olimpia.

Torcida – Divide com o Olímpia o posto de maior torcida do Paraguai e deve encher o Defensores del Chaco nos jogos decisivos da Libertadores. Sem dúvida, é um ponto que pode incomodar o Boca.

Tem histórico de racismo.Estádio – Com o Estádio General Pablo Rojas fechado para reforma, está mandando seus jogos no imponente Defensores del Chaco.

Lá, vem alternando vitória e derrotas desde novembro do ano passado e não chega a ser exatamente um time confiável dentro de casa.01INDEPENDIENTE DEL VALLE x RIVER PLATEElenco – A mistura de equatorianos com uruguaios vem dando resultado nos últimos anos, mas o time fica ainda bem aquém das grandes forças do continente.

A aposta é no trabalho do treinador Pablo Repetto, desde 2012 no cargo, e na qualidade de José Angulo.Tradição – Sem títulos na elite equatoriana, apareceu no cenário continental há pouco tempo.

A primeira participação na Libertadores foi apenas em 2014, mas depois disso mostrou gosto pelo torneio e voltou nas duas edições seguintes. Após cair na fase preliminar diante do Estudiantes em 2015, avançou ao mata-mata pela primeira vez neste ano.

Momento – Ocupa o segundo pelotão na tabela do Campeonato Equatoriano e só foi às oitavas da Libertadores após crescer na reta final da fase de grupos. Pecou pela irregularidade nos últimos jogos e chega como uma incógnita para encarar o atual campeão da América.

Torcida – Sem tradição, tem uma das piores médias de público da primeira divisão do Equador. Inclusive, no segundo turno da edição passada do torneio, foi o último neste quesito com média de 1.

171 torcedores nos (11) jogos do time em casa. É bem verdade que a pequena capacidade do estádio Rumiñahui não ajuda.

Mas a torcida, de fato, é pouco participativa.Estádio – Apesar da pouca presença da torcida, o acanhado Rumiñahui costuma ser um problema e tanto para quem enfrenta o Independiente del Valle no Equador, sobretudo por conta da altitude de 2,5 mil metros de Sangolquí.

Lá, venceu o Atlético-MG e outros 10 adversários nos 14 jogos que realizou dentro de casa. É sem dúvida o grande trunfo do time equatoriano.

Elenco – O campeão da Libertadores perdeu gente como Carlos Sánchez, Funes Mori e Cavenaghi  do ano passado para cá, mas buscou um certo Andrés D’Alessandro no Rio Grande do Sul. Vendo na ponta do lápis, apesar das perdas consideráveis, o time de Marcelo Gallardo segue muito forte na briga pelo bicampeonato e merece ser creditado como uma das maiores forças do continente.

Tradição – Maior campeão argentino e um dos times com maior participação na Libertadores. Só não é melhor avaliado aqui porque fica bem atrás dos rivais Independiente e Boca Juniors em questão de títulos continentais.

Afinal, só levou a sua terceira taça de Libertadores para casa no ano passado e ainda tenta igualar Estudiantes e Peñarol.Momento – Campeão da Libertadores e líder de seu grupo, o River ainda patina na temporada.

Prova disso foi o sufoco para passar pelo modesto Trujillano na última partida da primeira fase. Após passar por uma sequência negativa entre fevereiro e março, ocupa apenas o meio de tabela no Argentino, bem longe da briga entre os líderes.

Torcida – Recentemente, a página “Underground Football” levantou os 100 clubes com maior presença de público no mundo na temporada 2014/15. Apenas o River Plate figurou entre os 10 primeiros, na oitava colocação, com média de 54 mil torcedores por jogo.

Só Borussia, Real, Manchester United, Barcelona, Bayern, Schalke e Arsenal ficaram na frente. É uma espécie de 12º jogador dos argentinos no Monumental.

Estádio – O Monumental de Nuñez tem muito charme, mas nem de longe é um estádio acanhado – é a força da torcida que o transforma, pela pressão, num caldeirão. O River ainda não perdeu em casa nesta Libertadores, mas no Argentino a campanha é abaixo do esperado: duas vitórias, três empates e uma derrota.

Ou seja, 50% de aproveitamento (nove pontos em 18 disputados).* Colaboraram as equipes de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.

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Fonte: Globo Esporte