José
Maria Marin quer desfrutar de “algum ar fresco”, quer “espairecer”,
quer “caminhar com sua mulher” e quer apenas “ser uma pessoa”. Esses são
os argumentos que o advogado do ex-presidente da CBF apresentou ao juiz para embasar
um pedido de afrouxamento da prisão domiciliar do dirigente brasileiro. A
defesa do cartola fez uma solicitação para que ele possa deixar seu
apartamento uma vez por semana, todas as quintas-feiras, entre 13h e
17h.

A tendência é que o pedido seja atendido.Marin
está preso desde dezembro em seu apartamento na Trump Tower, em Nova
York, enquanto aguarda julgamento pelos crimes dos quais é acusado nos
EUA – receber e distribuir propinas em contratos da Conmebol e da CBF.

 Pelo
acordo que fez com o Tribunal Federal do Brooklyn, Marin pôde ficar em
casa em vez de numa prisão, mas para isso usa uma tornozeleira
eletrônica que monitora sua localização em tempo real, está sob a
vigilância de câmeras e só pode sair do apartamento (devidamente
acompanhado por agentes) para visitar seus advogados, frequentar uma
igreja e, uma vez por semana, comprar comida num supermercado
específico.LEIA MAIS:

Marin já gastou mais de R$ 1,5 milhão para ser vigiado em
casa nos EUASeu advogado, Charles Stillman,
escreveu nesta terça-feira ao juiz do caso, Raymond J.

Dearie, pedindo
que Marin possa deixar o apartamento mais uma vez por semana –
especificamente todas as quintas-feiras, durante quatro horas. Stillman
cita no documento que Marin já cumpriu todos os requisitos financeiros
(pagou US$ 1,25 milhão em dinheiro vivo) e que a procuradoria (a
acusação) já concordou com essa saída extra.

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Fonte: Globo Esporte