A evolução daquele menino que encontrou logo em sua primeira
temporada no Cruzeiro enche os olhos de Marcelo Mendez. Wallace não se
transformou apenas em um grande jogador, como o técnico do Cruzeiro
gosta de frisar, mas num guerreiro. É assim que passou a definir o
oposto depois da cirurgia de hérnia de disco a que foi submetido em
agosto passado.

As dores na coluna que o tiraram das finais da Liga
Mundial pararam. Mas a cabeça seguiu cheia de dúvidas por um bom tempo.

Enquanto pensava se conseguiria voltar a jogar em alto nível, o comandante da
equipe o colocava em quadra em pleno Mundial de Clubes. Recebeu dele elogios.

Mesmo não ainda não estando na melhor forma, deu sua
contribuição na conquista do título. Certeza mesmo de que estava novinho
em folha Wallace admite que só teve na Copa Brasil.

Depois dali, ganhou confiança. Mais eficiente atacante da Superliga (48,2%) e quarto maior pontuador (380 acertos) ele
espera fazer a sua parte para que o time conquiste o terceiro título
consecutivo na competição e quarto na história.

A final será neste domingo, contra o Campinas,
às 9h40, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. A TV Globo e o SporTV
transmitem ao vivo e o GloboEsporte.

com acompanha em Tempo Real.Dias antes do começo da competição, o oposto lembrava a pressão extra que ele e seus companheiros passaram a carregar depois de ganharem o status de time a ser batido.

Aprenderam a lidar com a condição e seguem trabalhando muito para não perdê-la. E apesar do esforço dos adversários, não houve quem impedisse que chegassem à sexta decisão seguida.

 + Após quase desistir, Wallace volta a realizar sonho com Campinas na final-
Falando de mim, foi uma temporada meio atípica por conta da cirurgia
nas costas. Em alguns momentos eu não imaginava que ia jogar bem de
novo, que ia estar jogando em alto nível.

Tive o apoio do time e voltei.
No caso da nossa equipe, quando começamos um campeonato sempre temos
tudo bem definido, que é
chegar e conquistar a taça.

Temos um empenho impressionante. A
gente não desfaz de nenhum campeonato.

Pode ser até um interescolar
que vamos jogar para ganhar (risos). A base
mantida desde 2010, já sob a batuta do treinador argentino, tem feito a
diferença.

Ao ponto de os jogadores não precisarem nem mais se olhar
para saber o que o outro está pensando durante as partidas. O jogo
flui, a sintonia é fina.

Ainda assim, há também para Wallace um lado negativo. – O segredo para conquistar tantos títulos é ter um grupo durante tanto tempo junto.

É um diferencial, mas
também tem o lado ruim porque os outros times têm um estudo de mão
cheia sobre nós, né? Então, temos que fazer sempre algo diferente.    Embora
falte apenas um passo para fechar uma temporada perfeita, marcada por
troféus em todos os campeonatos dos quais participou, o Cruzeiro mantém a
cautela.

  – O Campinas tem um grupo muito bom,
não depende de uma peça só. É um time difícil de se jogar.

Vamos ter que
fazer força para não errar muito. 
.

Fonte: Globo Esporte