ÉLBER + PISANOélber + marcielélber + sanchez miñoélber + douglas coutinhoÉLBER + ALLANOsem élberA escalação do Cruzeiro para o clássico de domingo, às 11h (de Brasília), contra o Atlético-MG, no Independência, é um mistério. Os treinos táticos da semana, na Toca da Raposa II, não estão sendo acompanhados pela imprensa. O técnico Deivid optou por ter mais privacidade, até porque tem que quebrar a cabeça para substituir dois jogadores importantes.

Alisson está com a Seleção sub-23 e Arrascaeta com a seleção uruguaia. Além deles, outros quatro atletas estão no departamento médico – sendo três do setor ofensivo (o meia Marcos Vinícius, e os atacantes Willian e Judivan).

Além deles, Dedé também está no DM. O que dificulta ainda mais a vida de Deivid.

LEIA MAIS>>> Semana de clássicos afasta amigos e rivais argentinos >>> Cruzeiro quita dívidas com clubes sul-americanosApesar de ter esses desfalques, Deivid ainda assim tem várias opções para substituir Alisson e Arrascaeta. O GloboEsporte.

com ouviu o comentarista do SporTV, Henrique Fernandes, para  tentar decifrar o pensamento de Deivid. Partimos do pressuposto que o goleiro, os laterais e zagueiros, o trio de volantes e o atacante serão mantidos, e procuramos desenhar as possibilidades dos dois substitutos.

A base do time, então, fica com: Fábio; Fabiano, Manoel, Bruno Rodrigo e Sánchez Miño; Henrique, Romero e Ariel Cabral; meia 1, meia 2 e Rafael Silva.Élber sai na frente na disputa por uma vaga no time.

Ele tem entrado com frequência e jogado bem, tanto que já fez dois gols este ano. O comentarista Henrique Fernandes apontou seis opções para a montagem do time, cinco delas com Élber e uma sem.

Vamos a elas.01ÉLBER + PISANO”Entre
as formações, é a mais interessante quanto a habilidade e técnica.

O
argentino é um jogador criativo, bem parecido com Arrascaeta em estilo.
Élber é
mais rápido que Alisson, embora menos habilidoso.

O problema é que o
posicionamento natural do argentino é aberto pela direita, encostando no
homem de referência como um segundo atacante. Foi assim que Pisano fez
boa temporada pelo Independiente em 2015.

É
exatamente neste setor que Élber rende mais. Aberto pela esquerda,
fazendo o trabalho de Alisson, o argentino poderia tender demais a vir
pelo meio, desequilibrando o time.

Além disso, Pisano é, entre as outras
opções de companheiro para Élber no ataque, o
jogador com menos característica de recomposição e marcação. Diante de
um adversário que deve ter a bola e pressionar, como o Atlético, isso
pode ter um peso importante.

“01élber + marciel”Aposta
que oferece velocidade com Élber por um lado e força física e
capacidade de marcação ao meio-campo com Marciel. O problema é que se
Cabral, Henrique
ou o próprio Marciel não se sentirem à vontade para chegarem à frente, a
tendência é que o Atlético consiga pressionar o Cruzeiro ainda mais, e
que o time celeste não seja tão criativo quando tiver a bola.

Seja
organizando contra-ataques ou prendendo a bola
no campo de ataque em condições de furar a defesa do Atlético. Por
outro lado, atuar pelo lado esquerdo é natural para Marciel, e
possibilita a Élber estar no setor que mais gosta: aberto pela direita.

A
presença do ex-corintiano também pode dar mais liberdade
ao velocista, que precisará recompor menos na marcação em alguns
momentos.”01élber + sanchez miño”O
time já apareceu nesta temporada com Fabrício na lateral e Sánchez Miño
aberto como meia-ponta na esquerda.

Foi no jogo em Muriaé contra o
Tombense. O primeiro
tempo do Cruzeiro foi muito ruim, mas, no segundo tempo, quando o time
passou a ter mais um meia (Marcos Vinícius entrou naquela partida), a
equipe melhorou e virou o jogo.

Um detalhe é que Élber também entrou no
intervalo daquele jogo e ajudou bastante. Como
Fabrício e Miño podem jogar como lateral ou meia, a formação
possibilita a inversão entre eles de acordo com a necessidade.

O
Cruzeiro de Deivid já teve bons momentos com Fabrício aparecendo na área
para cabecear no segundo pau, ou preparando jogadas. O time
ganha estatura, que pode ajudar no jogo aéreo, muitas vezes decisivo
nos clássicos.

Pesa contra Fabrício, porém, o mau momento técnico do
jogador. Depois da saída dele e da fixação de Sánchez Miño na lateral, o
time visivelmente subiu de produção.

“01élber + douglas coutinho”No
Atlético-PR, Douglas Coutinho chegou a atuar muitas vezes aberto pelo
lado esquerdo, embora tenha vivido seu melhor momento no clube
paranaense jogando
pelo lado direito em 2014. No Cruzeiro, porém, Deivid sempre utilizou o
jogador recém-contratado como homem mais avançado do ataque, no papel
que é feito por Willian e que, no clássico, será de Rafael Silva.

” “Diante
disso, pelos poucos treinamentos atuando no
setor, Coutinho talvez não passe tanta segurança para Deivid para atuar
no setor de Alisson. A verdade é que o ponto forte do jogador não é a
marcação e a falta de ritmo pode pesar.

Se entrasse em um time mais
entrosado, a opção poderia ser menos arriscada.
Mas em um clássico e com o ataque “reserva”, a falta de jogos de
Coutinho complica a escalação dele.

“01ÉLBER + ALLANO”Correndo
por fora, aparece o jovem Allano. Ele entrou em apenas duas partidas na
temporada, no segundo tempo, contra Criciúma e Atlético-PR pela Copa da
Primeira
Liga.

Porém, a posição de meia aberto pela esquerda é natural para
Allano, que foi lançado por Vanderlei Luxemburgo em 2015 e mantido no
mesmo setor com Mano Menezes, tendo boas atuações. É verdade que Allano
esteve em campo por alguns minutos na última vitória
do Cruzeiro no clássico ano passado (3 a 1 no Independência, encarando
pressão parecida com a que o Cruzeiro enfrentará no domingo), mas é
imprevisível como um jovem com pouco ritmo pode se sair em um jogo com o
peso do clássico.

Por isso, Deivid deve considerar
outras opções com mais experiência.”01sem élber”Embora
todos os sinais de Deivid na temporada nos levem a crer que Élber terá
chance no clássico (entrou na maioria dos jogos, hora na vaga de
Alisson, hora
na de Arrascaeta), uma formação sem ele também é possível.

Sem Élber, a
vaga na direita pode ser preenchida com mais naturalidade por Pisano ou
Douglas Coutinho (jogando no lado que gostam mais), abrindo espaço para
Sánchez Miño na esquerda ou Marciel (montando
um meio mais forte na marcação). A questão é que, tanto Pisano, quanto
Coutinho, são menos afeitos à recomposição que Élber.

“”Isso poderia deixar
o time com uma cara mais ofensiva justamente em um jogo em que uma
postura mais cautelosa deve ser a adotada, explorando
espaços que certamente vão aparecer no ofensivo time do Atlético.
Também pode-se pensar em um time com Rafael Silva mais aberto pela
direita e Douglas Coutinho mais à frente.

Um ataque rápido, mas ainda
assim sem tanta capacidade de recomposição.”
.

Fonte: Globo Esporte