“Uma vitória completamente justa”. Assim Paulo Bento definiu a vitória do Cruzeiro sobre o maior rival por 3 a 2, no Independência, neste domingo, pelo Brasileiro. Para ele, o time celeste teve melhor organização que o Atlético-MG, além de superação maior que o adversário.

Após o primeiro clássico e a primeira vitória, o treinador admitiu que tem, em mãos, o trabalho mais desafiador da carreira. Bento reclamou dos critérios do árbitro Marcelo Aparecido de Souza, de São Paulo, que expulsou três jogadores da Raposa, mais o auxiliar Ricardo Peres.

LEIA MAIS>>> Confira todos os detalhes do clássico no Independência>>> Riascos exorciza fantasma do Horto- Em primeiro lugar, e mais do que do que estar a falar do
primeiro de individualidades, tenho que destacar o jogo, que foi muito
equilibrado da nossa parte. Creio que, mais uma vez, em duas situações,
os adversários fizeram dois gols em lances com erros.

Creio que faltou criar boas oportunidades para ter
um resultado mais tranquilo e seguro no primeiro tempo, mas acabamos não conseguindo. Tivemos boa
organização durante todo o jogo, com boa capacidade para reagir à adversidade,
de perder do zero.

Creio que o mais destacável ainda é a capacidade que
tivemos com de jogar em igualdade, 10 a 10. E, depois, com inferioridade
de dois jogadores.

Controlamos bem defensivamente o jogo, demonstrando
solidariedade muito grande.Fora do Z-4Com o resultado, o Cruzeiro chegou aos oito pontos, saindo da zona do rebaixamento – para onde mandou o rival.

Foi a segunda vitória de Paulo Bento sob o comando cruzeirense – o primeiro havia sido sobre o Botafogo. O treinador não soube precisar se foi a melhor atuação, só que a preparação durante a semana foi importante para a vitória, apesar de o árbitro, segundo ele, ter atrapalhado na atuação do seu time, já que expulsou três jogadores celestes (Bryan, Lucas e Romero), além do assistente técnico Ricardo Peres.

– Não sei se foi a melhor (atuação). Tiveram outros fatores, e que vocês
conhecem, que é a dimensão desse jogo.

Nos preparamos da mesma maneira, a vantagem
foi ter a semana cheia para preparar. No jogo em Brasília, contra o Botafogo, tínhamos
jogado bem, essencialmente na primeira parte.

Mas foi um jogo (contra o Atlético) que nos obrigou a
jogar em inferioridade, e que creio que isso foi causada pela equipe
da arbitragem. Nos penalizou bastante, nos fez sofrer mais que era necessário
no jogo.

Deixamos de contra-atacar por causa das decisões, creio eu por causa
das decisões da arbitragem – avaliou o treinador.Paulo Bento ressaltou que tem em mãos o trabalho mais difícil da carreira, principalmente porque tem muitos jogadores no departamento médico (cinco ao todo) e com um time que luta, até o momento, na parte de baixo da tabela.

– O que pretendemos é ir tirando
os jogadores do DM que possam treinar com regularidade, sabendo que alguns estão
com processos complicados para voltar. Sabendo que essa quantidade também pode aumentar, já que alguns vão
também entrar por causa dessa sequência de jogos.

Mas isso agora não é uma desculpa, mas sei que, provavelmente, será o
trabalho mais difícil da minha curta carreira.ArrascaetaO uruguaio foi o melhor em campo, pontuando bem no Cartola (16,20 pontos), já que deu as três assistências para os gols cruzeirenses.

O treinador elogiou o meia.- A questão do Arrascaeta, que é um
jogador que todos reconhecem a capacidade técnica, mas que também tem uma capacidade
mental e um sacrifício em prol da equipe, em um posição mais
original, jogando atrás dos atacantes.

Creio que, se mantiver assim, será um jogador
de extrema importância para a equipe, clube e ele mesmo. Mas tenho que destacar o
coletivo.

Creio que foi uma vitória completamente justa.

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Fonte: Globo Esporte