O “portunhol” já não é mais tão enrolado. O olhar, antes distante, cabisbaixo, agora já encara as perguntas dos repórteres na coletiva de imprensa. A timidez ainda é um traço presente na personalidade de Arrascaeta, mas o meia está claramente mais à vontade em Belo Horizonte e na Toca da Raposa II.

As aulas de português com os parceiros gringos de clube – Cabral, Romero, Gingo e Sánchez Miño – parecem ter surtido efeito para o jogador. De volta após os jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia, com o Uruguai, o jogador retorna para a equipe titular do Cruzeiro neste domingo, contra o Guarani-MG, no Mineirão, às 16h (de Brasília), pela décima rodada do Campeonato Mineiro.

 Arrascaeta explica que as aulas de português têm ajudado na compreensão e na conversação com os brasileiros. – Eu tomei apenas duas aulas, mas já têm ajudado.

Não foi muito, fui aprendendo pouco falando com os companheiros,
só isso. Dentro de campo, Arrascaeta tem exercido uma função muito importante para Deivid.

Quando o Cruzeiro tem a bola, ele se adianta e atua quase que como um segundo atacante, se aproximando de Rafael Silva. Quando o time está marcando, o uruguaio ainda ajuda na recomposição.

 O meia uruguaio explicou que o avanço no português tem ajudado a entender melhor as orientações dentro de campo. Arrascaeta espera continuar crescendo dentro do esquema de Deivid.

– Seguir encaixando no esquema que o técnico quer. O grupo está mostrando que todos podem jogar, no clássico foi sem eu e sem Alisson.

Todo mundo está entrando para ajudar o grupo. A chegada do conterrâneo Federico Gino também ajudou na adaptação de Arrascaeta, como ele mesmo diz.

O meia explica que os dois eram grandes amigos no Uruguai e sua companhia o ajuda a se sentir mais perto de casa. – Acho que a gente se sente mais a vontade (com a presença um do outro).

Pessoalmente tenho ele (Gino) como um dos meus melhores amigos do Uruguai. Mas tranquilo, a gente se sente melhor e isso
influencia no campo de jogo.

 
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Fonte: Globo Esporte