O Cruzeiro teve um pedido de liminar da rescisão do contrato com a Minas Arena negado pela Justiça. A decisão é da desembargadora Mariângela Meyer, da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O pedido era de caráter urgente, mas teve a mesma decisão tomada por Vicente de Oliveira Silva, outro desembargador, que também indeferiu o pedido da defesa do Cruzeiro no começo deste mês, quando a titular no caso estava de licença.

O Cruzeiro deve aguardar a decisão do colegiado, que deverá ser entre três a quatro meses.

Segundo o advogado do Cruzeiro, Felipe Cândido, o recurso do clube celeste continuará tramitando, mas o departamento jurídico ainda avalia se irá entrar com um novo pedido de liminar, antes da decisão do colegiado.

– O recurso vai continuar tramitando, vai ser julgado por
três desembargadores.
O Cruzeiro vai examinar a decisão, mas, muito provavelmente, não vai entrar com mais um pedido e vai aguardar o julgamento de recurso, que deve ser julgado de três a
quatro meses a partir de agora.

O
Cruzeiro acha que não tem necessidade de um novo pedido de liminar.
Vamos aguardar o desenrolar do processo, e ainda existe a possibilidade de (o contrato) ser
rescindido.

O argumento principal da Raposa, para pedir a rescisão do contrato, é da falta do cumprimento de cláusulas da Minas Arena entre as partes, firmado há três anos. A Minas Arena informou, por meio de nota oficial na época da primeira decisão do pedido de rescisão por parte do clube celeste, que cumpre todas as cláusulas do acordo e que o Cruzeiro tem dívidas com a concessionária, que chegam a R$ 9 milhões.

O Cruzeiro alega que as condições concedidas ao Atlético-MG para utilizar o Mineirão na final da Libertadores de 2013 foram diferentes e melhores aos que o clube tem atualmente com a Minas Arena. Por isso, a Raposa se sentiu no direito de exercer as mesmas condições.

Além disso, o Cruzeiro cobra da Minas Arena “o pagamento de
indenização por danos materiais e morais pelo descumprimento reiterado nas
cláusulas contratuais”. O total do prejuízo calculado pelo clube chega a R$ 25 milhões.

O clube também afirma que, por contrato, deveria ter ao seu dispor todas as datas como mandantes. Entretanto, em quatro datas, não teve benefícios por causa de shows realizados no estádio, como o dos cantores Paul McCartney e Elton John.

 

Além da remarcação de datas, o Cruzeiro reclama, também, da
comercialização dos ingressos. Pelo contrato, a Minas Arena é obrigada a vender as entradas por, no mínimo, 20% acima do valor mais caro que o
Cruzeiro comercializa para o anel superior.

Pela falta de pagamento das despesas por parte do Cruzeiro, a Minas Arena conseguiu na Justiça uma liminar que garante o bloqueio de 25% da renda líquida do Cruzeiro em partidas no Mineirão. Os valores serão depositado em juízo, até a conclusão do processo.

 Em março , a empresa entrou na Justiça, cobrando do time celeste o pagamento de cerca de R$ 9 milhões, em relação a custos de operação no Mineirão, que incluem gastos com funcionários, suporte, segurança, água e luz. No ano passado, a Minas Arena também moveu ação contra a Raposa cobrando uma dívida de R$ 5,5 milhões.

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Fonte: Globo Esporte